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Quando falamos em relacionamento, qual é a primeira coisa que lhe ocorre à mente? Amor? laços estreitos de confiança mútua? Química? Compreensão? Interesses em comum? Certamente, todos esses aspectos estão inerentes a uma boa relação, mas ainda há muito além desses conceitos a serem descobertos — inclusive sobre o que você sente com relação a si mesmo.

Basicamente, relacionamentos são instrumentos os quais podemos desenvolver virtudes. São escolas que proporcionam grandes aprendizados.

Amor

O amor pode se manifestar de diversas formas: entre pais e filhos, entre irmãos, o amor físico, o platônico, o amor à vida, pela natureza, pelos animais, o amor próprio, dentre tantas outras designações.

Ainda que existam inúmeras explicações sobre “o que é amor”, pode ser difícil definir e legitimar tal sentimento de afeição. Afinal, para cada um de nós, o amor pode ser interpretado de forma diferente. E para você? O que é amar?

Sexualidade

Ainda que tratada como tabu ou simplesmente necessidades carnais, a sexualidade vai muito além do prazer, do “pecado” ou das imperfeições da carne. Mas quando atribuímos a espiritualidade ao assunto, esse significado toma proporções sutis, livres de sombras e preconceitos.

Pode parecer estranho, mas a sexualidade possui uma relação muito íntima com o desenvolvimento espiritual. Existem diversas práticas que nos permitem ampliar nossa consciência corporal e energética, permitindo uma maior integração entre mente, corpo e espírito.

Diante da dificuldade em manejar esse aspecto energético, a sexualidade se torna obscura e apenas instintiva. No entanto, instintos também são espaços onde guardamos potenciais para a intimidade e trocar mais profundas. Seja livre para reconhecer sua própria nudez e também compartilha-la.

Casamento

“Eu aceito!” De livre e espontânea vontade, nos comprometemos a viver ao lado de alguém nos momentos bons e nas mais diversas adversidades. Dar, receber, compartilhar, são todos aspectos esperados de uma união saudável e duradoura. Mas o que acontece para que os casamentos modernos sejam cada vez mais efêmeros?

Como já disse Nietzsche: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?’”

Diálogo e compreensão são aspectos hoje sufocados pelo ego, pelos prazeres rápidos, e as pessoas acabam desistindo da felicidade — mesmo estando ao lado de um parceiro incrível. Não vale a pena trocar aquele que chegou com você até aqui, por um outro alguém (ou uma situação) que não vai te levar a lugar algum.

Devemos reaprender o que é o amor, a cumplicidade, a compreensão, o cultivo da parceria, e só assim vamos resgatar o verdadeiro sentido de um sonho vivido a dois.

Ciúmes e Traição

Ambos com motivações distintas, a infidelidade — seja ela sexual ou emocional — é um tópico inevitável quando se ama alguém.

Sentir ciúmes é ter medo de perder, é se sentir inseguro em algum grau. E quem não está bem resolvido consigo mesmo acaba desenvolvendo sentimentos de dependência e posse, desejando monitorar o parceiro a qualquer custo.

Há quem acredite que “um pouquinho de ciúmes” pode fazer bem para relação, pois seria um sinal de zelo e interesse pelo relacionamento. Mas é importante entender quando esse sentimento passa a ser patológico e, com isso, começar a desgastar um relacionamento.

Decorrente ou não de um ciúme patológico, a traição não tem uma única motivação e não há como prever (ou precaver) se seremos traídos alguma vez na vida. Seria perfeito se pudéssemos garantir relacionamentos pautados na fidelidade, mas não temos controle sobre o comportamento do parceiro — e nem devemos ter.

Viver na desconfiança, bisbilhotando telefones e redes sociais não é saudável nem para quem está suspeitando de uma traição, nem para o parceiro, que é colocado contra a parede muitas vezes sem motivo.

Ainda que algumas pessoas tenham a “sede por aventura” como uma motivação para trair, outras pulam a cerca simplesmente por uma insatisfação ou falta de comprometimento (ou confiança) com o parceiro. Mas, novamente, a autoconfiança pode ser a chave para evitar uma traição ou ao menos não perder o chão caso ela venha a acontecer.

Desapego

Hoje em dia, a palavra “desapego” tem ganhado destaque entre os que desejam transformar suas vidas. Uma forma muito eficaz de libertação emocional, a prática do despego já não está mais tão atrelada a frieza e egoísmo, mas sim a um contexto de crescimento pessoal.

Em frase atribuída a Buda, “a raiz do sofrimento é o apego” diz muitas verdades sobre esse processo de transformação que buscamos para atingir o equilíbrio e a felicidade. Nesta vida, nada dura para sempre, e desde já devemos aprender que isso é normal, e enfrentar cada uma dessas situações com coragem e serenidade.

Viva o presente, não se responsabilize pela vida e pelas escolhas do outro, torne-se totalmente responsável por si mesmo. Durante nossa jornada de aprendizado, a única coisa que você não deve se desapegar é da sua capacidade de amar, começando por si mesmo.

Solidão

Por mais que estejamos inseridos em uma sociedade cada vez mais próxima (virtualmente), nos sentimos cada vez mais sozinhos. Por definição, “solidão” significa sentir-se triste e infeliz devido ao isolamento social; sensação de vazio e necessidade de algo novo para que possa se transformar. Mas sabe o que pode provocar essa transformação: você mesmo.

Para superar, ou conviver pacificamente, com a solidão, você precisa entender ela. Entenda os motivos que te fazem sentir assim para então descobrir a melhor forma de lidar com esse sentimento.

Às vezes, você pode chegar à conclusão de que sua real necessidade é aprender a lidar com nossa própria vida — e por isso passam a preencher um vazio na companhia de outras pessoas. Comece a aprendendo a curtir estar consigo mesmo, para depois passar a encontrar boas relações espontaneamente, sem pressão e com o encaixe ideal para te fazer feliz.

Consciência Plena

Inúmeros são os fatores e situações que nos distanciam cada vez mais de nós mesmos. Trabalho, família, compromissos, imprevistos, coisas que precisamos resolver “pra ontem”... com isso nos tornamos praticamente máquinas vivendo no piloto automático. Apenas vá e resolva.

Mas, como você já deve saber, esse modo de produção em massa nos impede de dedicar nem que seja um pouco do nosso tempo para cuidar da realização interior, da consciência em si. A verdade é que existem passos específicos e treinamentos de concentração que podem nos levar a um estado de consciência plena, onde você se torna o líder da relação entre corpo, mente e comportamento.

Também chamado de mindfulness, o estado de consciência plena vai te tornar uma pessoa mais ciente do seu estado presente, de seus pensamentos e sentimentos.

Reflexões & Conhecimento

Diversos são os momentos em nossas vidas onde situações, decisões e acontecimentos nos levam a refletir, ponderar e avaliar os próximos passos. Além de um processo essencial ao autoconhecimento e evolução, esse o exercício da reflexão permite a expansão do conhecimento necessário para continuar em frente, assumindo novos comportamentos.

Refletir é aprender constantemente diante das experiências da vida. Avaliar seus atos, posturas e conceitos com relação ao próximo é também condição inerente à reflexão onde, a partir do momento onde o indivíduo analisa, toma consciência e passa a reconhecer seus erros ou experiências negativas, passa a se comportar, pensar e agir de maneira mais adequada ou adota novas estratégias.

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