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Presente em diversas culturas e religiões, a meditação é praticada por milhares de pessoas. Sendo assim, pode ser difícil classificar ou colocar a prática num único conceito, já que cada grupo a compreende de uma forma diferente. Entretanto, existem elementos em comum, sendo um deles a busca pele elevação mental e espiritual e um maior nível de concentração.

O que é meditação?

De origem incerta, a meditação remonta aos tempos antigos de tradições orientais — especialmente a yoga — como um passo em direção à libertação. Sua definição, inclusive, também pode variar de acordo com o contexto em que se encontra. Geralmente, meditação pode ser definida como uma prática, técnica ou estado de consciência, e pode ser dividida, a partir de um plano mais generalista, em dois tipos de abordagem: atenção focada e monitoramento aberto.

A meditação como atenção focada compreende a concentração voluntária em uma imagem, objeto, respiração ou palavras (como mantras); e a meditação como monitoramento aberto envolve a observação de uma experiência ocorrida de determinado momento. Outras definições também costumam se aplicar à meditação, como por exemplo:

  • Focar a mente;
  • Abrir a mente para o divino:
  • Entrar num estado de silêncio, livre de pensamentos;
  • Aplicar e sustentar o pensamento em determinado tema;
  • Contemplar a realidade;
  • Desenvolver qualidades mentais.

Como meditar?

Antes de começar a praticar a meditação, é importante que toda uma preparação seja considerada. Ao encontrar seu propósito, sua vertente, uma postura deve ser adotada. O método mais utilizado é sentar-se na posição de lótus, que consiste em pernas cruzadas.

Existem ainda praticantes que optam por meditar de joelhos ou até mesmo caminhando, como é o caso da tradição budista.

Em seguida, temos o tempo de duração, que não preestabelece um mínimo. Os iniciantes podem começar a prática dedicando períodos de poucos minutos e, conforme se aperfeiçoa, pode aumentar esse tempo para até mesmo algumas horas. Se você está começando agora, saiba que a frequência da meditação também influencia muito nos resultados.

A prática acontece de olhos fechados ou semiabertos em um ambiente tranquilo, silencioso onde você não vá ser incomodado pelos próximos minutos. Conforme você vai se aprofundando na meditação, também passa a encontrar o método mais eficaz para entrar num estado de profundo relaxamento e aprendizado.

Algumas pessoas se focam na respiração, outras entoam mantras ou até mesmo se imaginam num cenário tranquilo e cercado pela natureza. Sinta-se confortável, livre-se dos ruídos externos e foque a atenção apenas no momento presente.

Os benefícios da meditação

Na realidade, a meditação funciona mais como um estilo de vida, um posicionamento filosófico que compreende o indivíduo como a união entre mente e corpo. E trabalhar esses dois elementos é fundamental para atingir o autoconhecimento e aumentar a autoestima.

No espectro espiritual, a meditação está muito associada ao autodescobrimento. No entanto, a partir da década de 1970, tanto a psicologia quanto a psiquiatria passaram a desenvolver suas próprias técnicas meditativas a fim de tratar uma diversidade de distúrbios psicológicos.

Utilizando-se de práticas de monitoramento aberto, a psicologia traz a meditação para reduzir sintomas mentais e físicos, incluindo a dependência química. Também existem evidências de seus benefícios para melhorar o humor, a atenção, o sono e até mesmo questões como a alimentação e o peso.

São muitos os benefícios atribuídos à meditação, sendo alguns dos principais a obtenção de um estado de relaxamento físico e mental. Não à toa, a prática é recomendada por muitos especialistas para a redução do estresse a da ansiedade.

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