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Terapia do renascimento: a arte do respirar

Terapia do renascimento: a arte do respirar

Diversas teorias antigas, assim como crenças milenares, se utilizam de conceitos básicos de respiração para alcançar os seus objetivos. Como exemplo disto, temos o ioga, que junto com exercícios corporais e respiratórios, proporciona aos envolvidos uma carga de relaxamento mental e físico. Porém, hoje iremos falar da teoria do renascimento e de suas origens.

Terapia do renascimento: de onde surgiu?

Esta terapia é proveniente dos Estados Unidos e foi teorizada inicialmente pelo americano Leonard Orr. Todo esse processo de origem aconteceu durante os anos 60, quando os Estados Unidos passava por um processo de contracultura muito forte, incluindo culturas hippies e alternativas.

Leonard Orr, nesta época, começou com experimentos em seu próprio banheiro. Dentro da banheira, ele instaurou alguns processos respiratórios e de controle mental e, logo após, começou a sentir curtos insights de sua infância. Depois de um período, ele revelou que conseguiu curar traumas de infância mediante esta misteriosa técnica, desenvolvida até os dias de hoje.


Terapia do renascimento: a respiração

O princípio básico da terapia do renascimento é a respiração. Esta palavra, derivada do latim, é composta por três morfemas: RE-SPIR-AÇÃO. Sendo RE a repetição, o dobro, a sequência. O SPIR da raiz direta de espírito, vitalidade, vida. E AÇÃO de ato, verbo, ação. Ou seja, este termo significa: A ação espiritual em sequência, em repetição.

Trata-se de uma noção mais profunda e filosófica do simples conceito de respiração, onde não apenas se configura como um ato involuntário para continuar vivo, mas sim para ter um poder sobre a nossa mente e corpo.

Com a respiração em potencial, é recomendado que se faça longe de espaços com água, como feita inicialmente por Leonard. Entretanto, se for uma sessão compartilhada, onde exista um profissional terapeuta ao seu lado, não há problema. Alertamos disto, pois esta terapia do renascimento cria transes, quase como os transes que podemos observar em sessões de hipnose. Neste momento de êxtase podemos nos descuidar e não conseguir controlar muito bem o nosso corpo, por isso que uma outra presença é sempre importante.


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Terapia do renascimento: as sessões

As sessões de terapia do renascimento geralmente acontecem em clínicas ou centros especializados em terapias alternativas. A pessoa se deita no chão, em algum lugar confortável, de preferência e procura relaxar. Durante este relaxamento, a boca deve estar entre aberta e a respiração deve ser livre. A respiração livre acontece quando respiramos pelo nariz e pela boca ao mesmo tempo, e quando apenas o nariz e o peito trabalham, sem focar na circulação do ar pela região abdominal.

Algumas vertentes desta terapia dizem que, para efeitos como esquecimento e cura de traumas passados, o mais correto seria uma respiração rápida e compassada, como grandes bufadas de ar em sequência, entretanto, uma respiração calma e controlada também gera os seus efeitos.

Este modelo respiratório cria na pessoa que realiza esta terapia um sentido diferente. Efeitos normais podem englobar o formigamento, muito comum devido à grande inspiração de oxigênio, uma baixa da temperatura e curtos espasmos. Para resultados efetivos, as sessões devem durar de 30 a 60 minutos. Também não é recomendado que este tempo seja ultrapassado, visto que um êxtase excessivo pode gerar danos permanentes no âmbito mental.


Terapia do renascimento: perigos

Um tópico muito importante a ser tratado com as pessoas que a praticam é o perigo em certos casos. Como já dito anteriormente, após os anos 70, esta terapia começou ser realizado massivamente por diversos grupos alternativos, entre eles os adeptos do veganismo e vegetarianismo. Assim, mesmo um grupo de amigos realizava a terapia do renascimento em suas casas todos juntos. O perigo era quando todos estavam em respiração sequencial e algum deles precisava de ajuda, precisava voltar em si. Ninguém podia acudi-lo.

Este desespero, muito próximo da apneia pode ser crucial para a vida das pessoas que a praticam. É sempre necessário uma pessoa ao lado para que haja um maior controle e responsabilidade, principalmente quando se tratam de novos experimentadores desta terapia.


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Terapia do renascimento: as drogas

Mesmo durante os anos 60, muitos boatos surgiram sobre esta teoria. Como naquela época os movimentos alternativos estavam em alta, muitas pessoas acreditavam que se tratava de mais um tipo de sessão para promover o uso de drogas alucinógenas, como o ecstasy, o LSD e cogumelos mágicos.

Entretanto, o curioso de tudo isto é que esta terapia possui efeitos muito similares aos encontrados através do uso destas drogas. Assim, muitas pessoas que se encontravam viciadas e não conseguiam mais viver, acabaram sendo curadas pela prática desta terapia do renascimento.

Ainda sobre esta questão da droga, juntamente com o tópico apresentado anteriormente, é importante frisar que a terapia do renascimento não pode ser praticado por pessoas esquizofrênicas, nem por mulheres grávidas.

As pessoas esquizofrênicas não podem realizá-la pois o uso de remédios controlados são fortíssimos para o organismo e, terapias alternativas como estas, podem fazer com que o tratamento seja rompida, gerando novos surtos psicóticos.

Mulheres grávidas, por sua vez, devem evitar pois a sua respiração não é individual, ela também é responsável pela vida do bebê em seu ventre. Assim, uma mudança repentina de respiração pode afetar constantemente o crescimento e desenvolvimento do feto. Isto não é saudável para o desenvolvimento da criança, que deve ser uniforme e sem mudanças eventuais.


Terapia do renascimento: o rebirthing dos dias atuais

A terapia do renascimento, também conhecida como rebirthing (em inglês: renascimento), possui suas vertentes nos dias atuais. Para anisarmos de maneira mais próxima de nossa realidade, podemos citar o exemplo do Brasil.

Uma das nossas maiores representantes é a terapia do renascimento pela visão de Osho, um guru indiano. A terapeuta brasileira Elza Piacentini foi uma pioneira neste quesito. Após uma viagem à Índia, Elza voltou ao Brasil com as técnicas aprendidas do guru indiano.

Sua técnica se baseia sobretudo em respirações mais rápidas, como leves batidas respiratórias. Esta respiração mais rápida gera um processo de catarse muito forte e intrínseco. Esta catarse se configura pelo jogo mental de sentimentos e emoções que se tornam latentes durante todo o processo.

Segundo Elza, nos grupos indianos, eles ficavam cerca de 1 hora para que este processo catártico começasse. Assim, este longo período de transição permite uma visão mais translúcida do outro lado, ou seja, da nova percepção. Quando adentramos neste mundo da respiração, o renascimento que vivenciamos nos promove uma visão perceptiva diferente da atual. Certas pessoas acreditam que estão vivendo em outro espaço e, curiosamente, em outro tempo. Isto cria efeitos semelhantes a várias drogas, porém, é realizado de maneira natural. Durante este mundo perceptivo diferente, muitas curas são alcançadas, como o stress, ansiedade, medo e traumas do passado.

Elza também nos explica muito bem este conceito de terapia do renascimento. Como a maioria dos traumas são adquiridos na fase da infância e é justamente nesta fase que começamos a criar a nossa personalidade, a volta para um estado de renascimento é importante, pois consegue suprimir e renascer tudo o que nos foi inculcado de maneira incorreta. Uma cura mental.


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