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Filofobia: o medo de se apaixonar

Filofobia: o medo de se apaixonar

É engraçado como, desde a antiguidade, as pessoas vêm tentando decifrar e definir o amor. Um sentimento tão puro e transcendental que é tocado e violado milhares de vezes pelo homem. Isso não pode ser feito. O amor, em sua essência, deve ser sentido e vivenciado pelos eternos namorados, pelos que amam com afinco, pelos amorosos. Mas, o que a filofobia tem a ver com tudo isso?

Filofobia: o que é?

Palavra proveniente das raízes gregas philos e phobia, significando respectivamente “amor” e “medo”, ou seja, o “medo de amar”.

Há muitas pessoas que dizem: “Nossa, mas isso é possível? Como faz para que tenhamos este medo? Isso é impossível!”. Não, isto não é impossível, e este medo de amar pode ser explicado facilmente graças a histórias que todos nós já escutamos.


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Filofobia: uma crônica ao medo de amar

Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer… É assim que brincávamos com uma flor, retirando as suas pétalas e tentando decifrar para o nosso futuro de criança se alguém nos amaria. Bem, a vida de criança era muito mais fácil. Ainda não sabíamos o quão duro pode ser lidar com o amor.

A adolescência é aquele período onde temos as nossas primeiras experiências e, por que não, os nossos primeiros desafetos na cada do amor. Sofremos, choramos, namoramos, damos o primeiro beijo. É tão bom, mas, ao mesmo tempo, tão repleto de inocência. De maneira sutil e irreversível, começamos a aprofundar em nós mesmos a concepção do que o amor é e como ele vai significar as nossas vidas a partir daquele momento.

Entre a adolescência, a juventude e a vida adulta, o amor começa já a se consolidar e milhares de histórias circulam a nossa vida, o nosso ser, a nossa comunidade, o que a gente escuta pela rua, o que a gente faz, o que a gente teme. O amor está no ar e, em muitos casos, parece já ter desaparecido.

Vem os primeiros sofrimentos reais, aqueles que nos fazem chorar dias e noites e dizer coisas das quais vamos nos arrepender. E, logo depois, nos faz também dizer outras coisas que, durante o momento que enunciamos, já nos arrependemos. Este amor que aqui parece tão fugaz e passageiro, apenas promovendo um sonho efêmero num dia de verão. Mais nada.

A vida nos parece tão dura e, independentemente de nossa situação financeira, a área sentimental sempre é aquela que machuca o coração. A gente, assim, começa a chorar e perder o amor do recôndito da nossa mente. Começamos a dizer “até mais”, um “até logo” e chegamos no “adeus”. Quando dizemos este adeus, fechando as portas do coração e abrindo a mente para uma vida triste e desprovida de amor, desenvolvemos a filofobia. Temos medo de amar, de ser amados, de demonstrar amor, de vê-lo, de senti-lo, de ouvi-lo, mesmo de dizer a palavra. O coração dói.

Com a filofobia já enraizada em nosso peito, dificilmente daremos vazão a uma sementinha. Para que ela cresça, se multiplique e nos sorria. Não, acabamos sufocando-as com todas as ervas daninhas que os traumas da vida nos fizeram cultivas.

Nesse momento, envolto de futuros arrependimentos, constatamos que estamos apáticos. O amor pode passar e acabamos por não nos atentarmos. Ficamos sós, focamos apenas no trabalho ou nos amigos, nos afastamos de qualquer tipo de relacionamento, tudo por medo de sofrer.

Esse medo de sofrer é o real sentido (e motivo) do medo de amar. Se amamos, naturalmente sofremos, então se eu não amar, eu não sofrerei. Deste modo, o amor começa a ficar cinza em nosso coração e este torna-se pedra, uma rocha firme e inabalável de amargura e afastamento.

Tomamos distância de quem éramos quando cultivávamos o amor e acabamos perdendo até mesmo aspectos importantíssimos da nossa própria personalidade. Deixamos de sorrir, de fazer as coisas que gostávamos e, raramente, cultivamos o amor pelos amigos. A tristeza, a solidão e a amargura podem vir a serem os pilares de nossa existência. Tudo torna-se escura, oculto, duro, difícil e amargo. A vida perde o sabor.

Ficamos em nada, sem chão, com o corpo todo frio de sentimentos. Apenas vivemos.

Respiramos.

Existimos.

Mas, quando tomamos consciência desse mal, de tudo o que estas pessoas e situações nos causaram, de como a vida era boa, bonita e bela, de como éramos felizes, começamos a nos transformar. Temos sempre que ter em mente que as experiências servem para nos edificar, mas nunca podemos dizer um “basta” e ponto final.

A vida sim é um mistério, o universo é uma caixinha de surpresas e Pandora também tem os seus males. Mas nunca podemos desistir de nós mesmos e, consequentemente, de nosso amor, aquele que mesmo escuro e sozinho, nunca deixará de existir.

Regue seu coração no dia de hoje e saiba que nem tudo está perdido. O amor bate à porta. Não tenha medo de atendê-lo!

Olhe o sol que brilha, a vida que flui, o amor que retorna!

Sorria!


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