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Por que cometemos sempre os mesmos erros? O vício nas emoções

Por que cometemos sempre os mesmos erros? O vício nas emoções

Antes de mais nada, precisamos dizer que se você chegou a conclusão de que comete os mesmos erros, já está em vantagem. Isso porque essa afirmação significa que pelo menos você reconhece seus erros, suas dificuldades, e já deu o primeiro passo para a transformação dos padrões negativos: tomar consciência deles. Pois, se assim não fosse, como seria possível mudar o que quer que seja quando nem sequer temos consciência de que erramos?

A questão é que muitas pessoas têm uma tendência a repetir os mesmos erros, mesmo quando obtém os mesmos resultados. Quando há a consciência dos erros, vem a culpa. Quando não, culpamos os outros, a pior atitude que podemos ter e que mais prejudica nosso desenvolvimento.

“A experiência é o nome que damos aos nossos erros”
Oscar Wilde

Sabemos que nem sempre é fácil mudar o comportamento, especialmente quando ele é um padrão, um mecanismo ao qual reagimos e que nem sempre nos damos conta. Alterar um padrão comportamental é quase como largar um vício, algo doloroso e que requer muita força de vontade para se concretizar. Experimentos científicos comprovam que emoções e pensamentos viciam tanto quanto as drogas: heroína utiliza os mesmos receptores nas células que as nossas emoções.

Nossa zona de conforto emocional é sedutora, oferece segurança e nos engana com relação a quem somos: ela nos puxa para uma espiral de sensações, que não são genuínas; elas foram desenvolvidas como forma de nos defender de algo, de nos proteger. E, algumas vezes, esse “algo” sequer aconteceu nessa vida, ou seja, podemos estar sofrendo ecos de acontecimentos de outras vidas que trouxemos para esta existência, devido ao impacto que tiveram em nosso espírito.

Mas calma, essa condição da insistência no erro é típica da condição humana… Olhando para a história, podemos dizer que aprendemos algo com nossos erros? O importante é ser persistente.

“O que a história ensina é que os governos e as pessoas nunca aprendem com a história”
Hegel

Construindo padrões

Muitos são os motivos e possibilidades que podem nos ajudar a nos entender melhor e identificar esses padrões emocionais e comportamentais que por vezes apresentamos. Sem perceber, fazemos a manutenção de nossas tralhas emocionais, dia após dia, através da repetição. A repetição de certos padrões, como por exemplo escolher sempre pessoas erradas para se relacionar, tem como objetivo nos manter no campo “do conhecido”, seguro. Ou também nos mostrar que algum aspecto de nossa alma ou personalidade relacionada a atividade deve ser trabalhado.

Mas porquê isso ocorre? Vejamos a seguir alguns exemplos:

  • 1

    Vidas passadas

    Como citado anteriormente, algumas pessoas trazem traumas de outras vidas, sem ter a menor consciência disso. Alguma situação ou acontecimento passado teve tanta influência naquela alma, que as cicatrizes são profundas o suficiente para ultrapassar as barreiras da morte. Aquele espírito, procurando se proteger daquilo que já aconteceu, desenvolve um comportamento padrão (normalmente nocivo) e segue com ele durante anos, sem conseguir identificar a origem daquele comportamento, sensação ou fobia.

“A reencarnação é uma questão de justiça”
Allan Kardec

  • 2

    Exclusão familiar

    Na constelação familiar, temos uma perspectiva diferente. Alguns padrões podem não estar diretamente ligados a pessoa em si, mas sim a acontecimentos familiares do passado envolvendo parentes. O padrão ou pessoa que outrora foi ignorado, excluído, persiste por gerações até que seja enxergado, incluído, reconhecido e trabalhado. Podemos usar o vício em por exemplo: um parente de uma geração distante, às vezes 3, 4 gerações anteriores, tinha o vício em álcool. A família, ao invés de acolher com amor e tentar ajudar aquela pessoa, a exclui do convívio familiar e, por vezes, até da convivência social.

    Não era raro pais terem autonomia para internarem seus filhos (e esposas) em manicômios antigamente, pelos motivos mais irrelevantes possíveis. Para aquela consciência que foi privada de tudo, a vida pode ter acabado ali. Mas o padrão que ela trouxe, não. Ao longo das próximas gerações, pode apostar que sempre haverá uma nova pessoa com o mesmo problema. Seja o vício em drogas, bebida, jogo ou o quer quer que seja, mas que se assemelhe àquela situação primeira onde as vibrações das consciências familiares não foram capazes de acolher o problema e tentar ajudar o espírito. Então, até que isso seja feito, aquele padrão de comportamento vai assombrar a família e todas as pessoas que receberam essa carga energética tão destrutiva.

  • 3

    Lições aprendidas na infância

    Outra explicação é que, durante a primeira infância, absorvemos certas informações e emoções familiares em determinadas situações, de forma não consciente. Em cima dessas impressões construímos uma cadeia de comportamentos, que servem como uma defesa para nós. Por exemplo aquela criança que viu seus pais infelizes, brigando o tempo todo, até se separarem. Depois, vê a mãe triste, chorando, completamente infeliz e desiludida com a vida, o que é normal durante um certo período durante um divórcio ou separação. Mas aquela criança não sabe disso, não tem idade suficiente para processar a situação da maneira correta e saudável. E mensagem que ela pode absorver é “não se relacione jamais”. Assim, sem saber o porque e de onde vem essa sensação, essa crença, ela se comporta de forma a sabotar relação após relação em sua vida, independente do quanto queira de fato estabelecer uma conexão mais profunda com outra pessoa ou construir uma família. Isso quando consegue se relacionar, pois dependendo do nível do trauma, ela pode se fechar totalmente para o universo afetivo e não conseguir se relacionar. Até que ela encontre essa razão dentro dela mesma e possa retirar essa crença que criou em torno dos relacionamentos, o padrão de repetição destrutivo da irá permanecer, mesmo que ele funcione como defesa.

  • 4

    Psicanálise

    A psicanálise tem também a sua versão sobre a repetição dos mesmos erros. O livro “Por que repetimos os mesmos erros” de J. D. Nasio tem uma visão interessante:

    “De tanto repetir, confirmo que sou o mesmo de ontem e hoje. Numa frase, Repito, logo sou. Qual é, por conseguinte, a finalidade da repetição? Na realidade a repetição tem uma finalidade anterior exterior a si própria que ela buscaria alcançar. Essencialmente ela é uma tendência que não tem outro fim a não ser permanecer sempre uma força que avança e nos arrasta para nos tornamos mais nós mesmos. A repetição tem a finalidade de produzir três efeitos importantes sobre nós: preservar nossa unidade de indivíduo, desenvolver ao máximo nossas potencialidades e consolidar o sentimento de que somos o mesmo ontem e hoje”.

    Para a psicanálise a forma de romper com ciclos viciosos de repetição e de compulsão é, também, a investigação e acesso ao trauma original.


Clique Aqui: Os erros cometidos na carreira por cada signo


Como alterar os padrões e não cometer mais os mesmos erros

Como podemos nos ajudar a não entrar mais nos ciclos viciosos de comportamento? Além da vontade, tem algo que possamos fazer para nos auxiliar nessa jornada transformação?

Sim! Autoconhecimento. Simples assim. Olhar para dentro de nós é o primeiro passo e o segredo de qualquer processo, quiçá da vida. Identificar as fontes, as raízes do problema, os motivos que nos fazem andar em círculos e alimentar padrões destrutivos de comportamento, cometendo sempre os mesmos erros é a nossa fonte de cura.

Daí, a jornada é muito individual e subjetiva, pois como vimos antes, as razões podem até não estar nessa vida. Autoconhecimento e transformação do eu é uma jornada profunda, que não promete resultados imediatos após uma batida em uma porta. Não há mágica. Só buscando é que você vai encontrar e esse processo é lento.

Se a natureza do seu problema é de fácil identificação como um trauma de infância por exemplo, ou a separação dos pais, procurar ajuda na terapia e psicanálise já podem ser suficientes. Esse seria o caminho tradicional, da medicina tradicional. Mas ela sozinha nem sempre resolve e os resultados de qualquer terapia tradicional podem ser maximizados quando combinados com terapias alternativas. A constelação familiar por exemplo é um ótimo método de autoconhecimento e faz com que questões familiares desta geração e das passadas venham à luz, trazendo entendimento e cura.

Se você desconfia que a origem do que lhe causa sintomas e o leva a cometer sempre os mesmos erros é mais profunda, vale buscar uma terapia regressiva ou de vidas passadas. Nesse tipo de abordagem, o paciente pode perceber acontecimentos de outras existências que estão influenciando na atual experiência e, assim, após identificar o que aconteceu, curar aquela ferida e seguir em frente.

Além disso, tudo que tenha a ver com cura é bem vindo. Reiki, johrei, florais, cromoterapia, limpeza energética, acupuntura, aromaterapia, geoterapia, shiatsu, fitoterapia, quiropraxia, reflexologia… Tem para todos os gostos e todas os níveis de vibração. Basta escolher o que mais combina com sua energia e personalidade para iniciar essa jornada profunda em direção ao eu.

E claro, nunca podemos esquecer da dupla milagrosa da yoga e meditação. Elas sozinhas já promovem verdadeiros milagres!


Saiba mais :

Guta Monteiro Guta Monteiro

Apaixonada por filosofia e literatura, é formada em publicidade e estuda espiritualidade desde criança. Buscadora incansável dos mistérios da vida, adora compartilhar ideias sobre Deus e as forças que movem o universo, para ajudar no seu próprio despertar e no encontro com poder divino que existe em nós. Usa a espiritualidade para crescer e ajudar a crescer aos demais e sonha com um mundo feito de igualdade, fraternidade, liberdade e amor.