O Que Te Assombra? A cartografia sagrada dos milagreiros de cemitério

O Que Te Assombra? A cartografia sagrada dos milagreiros de cemitério no Brasil


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Heloísa Von Ah
Por Heloísa Von Ah
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Nos últimos anos, enquanto boa parte do país ainda tratava o cemitério como território proibido, o advogado, compositor e pesquisador Thiago de Souza caminhava entre lápides com a tranquilidade de quem reconhece ali um outro tipo de cidade: feita de memória, promessa e fé. Seu projeto, O Que Te Assombra?, cresceu como um subterrâneo iluminado, dedicado a estudar e documentar um fenômeno quase invisível no Brasil urbano contemporâneo: os milagreiros de cemitério.

Esses personagens, sejam eles homens, mulheres ou crianças, ganharam fama popular por intercederem em pedidos de quem os visita. Muitos são desconhecidos pelos grandes livros de história, mas celebrados diariamente por devotos que deixam bilhetes, velas, flores e agradecimentos. Thiago, que já percorreu mais de 200 túmulos de milagreiros em centenas de cidades brasileiras, se tornou uma referência nacional nesse tipo de pesquisa.

A origem do O Que Te Assombra?: quando a morte chega perto demais

O projeto O Que Te Assombra? nasceu da dor. Em 2020, durante a pandemia, Thiago perdeu uma tia muito querida para a Covid-19. Até então, nossa geração nunca tinha experimentado a morte tão perto, tão constante, tão dentro das casas, das famílias e das vizinhanças.

Pouco antes disso, Thiago já estava inserido em outro processo de luto: acompanhou a sogra durante seu processo de cuidado paliativo, experiência que o levou a roteirizar um documentário para a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp sobre ensino de cuidados paliativos. Ou seja, quando a pandemia chegou, ele já estava exposto à morte de forma crua, íntima, transformadora.

Essas perdas sucessivas abriram nele uma fissura — e foi por essa fissura que surgiu o interesse real pelos cemitérios.

Ele começou a visitar esses espaços quase como um gesto terapêutico. Mas o que encontrou ali não foi apenas silêncio: foram histórias. Histórias deixadas nas lápides, nos objetos, nos símbolos, nos túmulos que recebiam bilhetes, flores e pedidos. Histórias que respiravam através dos vivos.

Foi então que um livro acendeu o fósforo: Assombrações do Recife Velho, de Gilberto Freyre. A obra mostrava como narrativas sobrenaturais são parte da construção social e urbana de uma cidade. Thiago se perguntou: e Campinas?

Será que sua cidade natal também guardava, nas margens, lendas e assombrações que revelavam traumas coletivos, injustiças, desigualdades, memórias que a cidade oficial preferia esquecer?

A partir daí, tudo começou a ganhar contorno.

Ele percebeu que histórias sobrenaturais, longe de serem “meros contos para assustar”, carregam o registro emocional de uma comunidade. São respostas a traumas individuais e coletivos. São pedidos não atendidos. São ecos de violências, injustiças, opressões e silenciamentos.

E esse olhar não ficou só em Campinas. Ele começou a ver o mesmo padrão em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, no país inteiro: as lendas urbanas e assombrações quase sempre nasciam de sofrimento, apagamento ou violência estrutural — especialmente contra mulheres, negros, pobres e grupos vulneráveis.

É nesse cruzamento entre luto pessoal, curiosidade histórica e observação social que nasce o O Que Te Assombra?. Não como projeto turístico, mas como um gesto de compreensão do Brasil pela lente da memória e da dor.

A partir dessa origem, Thiago começou a caminhar pelos cemitérios com outro propósito: escutar. E dessa escuta surgiram os milagreiros, as histórias de devoção popular, as figuras marginalizadas que se tornam, mesmo após a morte, pontos de conforto para quem precisa.

Foi assim que a morte, ao invés de fechar uma porta, abriu um mundo inteiro.

Thiago de Souza

Afinal, quem são os milagreiros de cemitério?

No centro da pesquisa de Thiago está um fenômeno que já vinha sendo estudado por historiadores e antropólogos, mas ainda pouco conhecido do grande público: os milagreiros de cemitério, também chamados de “santos de cemitério” ou “santos populares”.

De forma simples, são túmulos que ganharam fama de fazer milagres. Em torno dessas sepulturas surgem promessas, bilhetes, ex-votos, flores e pequenos rituais. A comunidade passa a reconhecer aquela pessoa como alguém que intercede, ajuda, protege. Não é um santo oficial da Igreja, mas um acordo afetivo firmado entre devoto e morto.

Pesquisas acadêmicas sobre santos populares e “santinhas de cemitério” chamam atenção para esse mesmo movimento: a comunidade elege seus mediadores, ergue símbolos, retorna ao túmulo, conta e reconta as graças recebidas. Nasce ali um ponto de memória e de pertencimento, tanto religioso quanto afetivo.

“Não existe milagreiro, se não existir um devoto que acredite nele”

É nesse cruzamento entre devoção, cidade e morte que o trabalho de Thiago se faz presente.

Criado com a intenção de investigar narrativas esquecidas, o projeto nunca foi sobre sustos gratuitos ou exploração da morte. Thiago sempre alinhou ética, metodologia e sensibilidade. Ele faz questão de não transformar o cemitério em atração de tragédias recentes, tampouco visitar túmulos de celebridades só para inflar audiência. A regra é clara: nada de sensacionalismo, nada de feridas abertas.

A exceção surge apenas quando a história tem relevância social urgente — como o túmulo do jovem Vaqueirinho, na Paraíba, caso que reacende debates sobre segurança infantil e saúde mental. Fora isso, o foco permanece nos personagens que a própria comunidade transformou em guardiões espirituais.

Milagreiros e a força da comoção popular

A fé popular não nasce no alto das catedrais, mas no chão da cidade. Ela emerge onde há dor, memória, precariedade, promessa e, acima de tudo, humanidade. Cada um desses milagreiros de cemitério carrega um fragmento do Brasil: a infância perdida cedo demais, a esperança buscada no cotidiano urbano, as injustiças que moldaram vidas inteiras ou o trauma que incendiou uma cidade.

É nesse mosaico que se inscrevem milagreiros como Izildinha, Antoninho, Maria Jandira e as Treze Almas do Joelma, apenas para citar alguns poucos nomes.

Menina Izildinha

Maria Izilda de Castro Ribeiro, a Menina Izildinha, nasceu no norte de Portugal em 1897 e morreu em 1911, ainda adolescente, vítima de leucemia. A família, marcada por sucessivas perdas, acabou sepultada de maneira dispersa: primeiro Izildinha foi enterrada longe do jazigo familiar; depois, anos mais tarde, seu irmão José morreu e também acabou sepultado em outro local. Quando a família decidiu trasladar o corpo de José para o túmulo conjunto, outro irmão, Altino, que vivia no Brasil, estranhou que Izildinha não tivesse recebido o mesmo destino. Pediu que a exumação dela também fosse feita.

O que aconteceu a seguir se tornou o centro da devoção que atravessaria continentes. Quase quarenta anos após a morte, ao abrirem o caixão, familiares encontraram o corpo da menina intacto, bem como as flores e as vestes que a acompanhavam desde 1911. O espanto virou comoção: quem testemunhou o momento interpretou aquilo como sinal de pureza e santidade.

O corpo foi então transladado para o Brasil em 1950, recebido em São Paulo com grande festa e multidão. Mais tarde, em 8 de março de 1958, Altino mandou construir um mausoléu em Monte Alto – SP, onde morava, para recebê-la definitivamente. Foi ali, diante do túmulo recém-instalado numa praça pública, que a devoção ganhou a dimensão que tem até hoje.

Desde então, multidões procuram Izildinha para pedir proteção, agradecer, deixar cartas e partilhar suas dores. Relatos de curas e graças começaram a se multiplicar, e a menina passou a ser chamada de Anjo do Senhor. Embora não canonizada pela Igreja Católica, o povo a reconhece como santa. E, como observa Thiago, enquanto alguns milagreiros parecem atuar em áreas mais “específicas”, Izildinha tornou-se uma espécie de “clínico geral” da fé popular.

Antoninho da Rocha Marmo

Quase na mesma época, em 1930, São Paulo testemunhou o nascimento de outra grande devoção infantil: Antoninho da Rocha Marmo, morto aos 12 anos, vítima de tuberculose, e sepultado no Cemitério da Consolação — onde seu túmulo rapidamente se tornou um dos mais visitados. A comoção em torno da sua breve história de vida e morte deu origem a um movimento espontâneo, em que fé, luto e busca por sentido se entrelaçaram.

Nos anos seguintes, multiplicaram-se relatos de graças atribuídas ao “menino santo”. Pais, avós e famílias inteiras deixavam no túmulo brinquedos, bilhetes, fotografias, terços, pequenos ex-votos. Pediam sobretudo cura e proteção para crianças, mas também força em momentos difíceis. A devoção não diminuiu com o tempo; pelo contrário, atravessou gerações.

A força dessa fé popular acabou chegando à Igreja Católica. Em 2007, o processo oficial de beatificação foi acolhido. Em 2008, Antoninho recebeu o título de Servo de Deus, reconhecendo sua fama de santidade. Hoje, o processo está na fase da Positio, em Roma, etapa em que suas virtudes e relatos de possíveis milagres são avaliados para determinar se ele pode ser declarado beato.

Embora ainda não canonizado, Antoninho permanece para muitos aquilo que sempre foi: um menino que acolhe, que escuta, que consola. O tipo de santo que nasce não por decreto, mas pela insistência do amor de uma cidade inteira.

Maria Jandira dos Santos

No Cemitério da Saudade, em Campinas, Maria Jandira ou, se preferir, “Rosa-Caveira do Cemitério”, uma das primeiras pombagiras brasileiras ligadas a um túmulo específico, é um dos exemplos mais emblemáticos de como a devoção nasce do que a sociedade tenta esquecer.
Abandonada pela família, sobrevivendo da prostituição, ela encontrou um amor que prometia tirá-la da cidade. Comprou mala, vestido de noiva, passagem. Chegou na estação. Ele não apareceu.

Tomada pela rejeição, voltou ao bordel, vestiu o vestido e ateou fogo ao próprio corpo. A morte trágica de Jandira virou ponte para a dor de muita gente. Seu túmulo, apesar de reprimido institucionalmente por anos, se tornou um dos mais procurados da cidade. Ali, ninguém pergunta sobre moral. Perguntam sobre consolo.

O imaginário popular fez de Maria Jandira não uma assombração, mas uma guardiã silenciosa das dores femininas. Visitantes deixam bilhetes pedindo amparo em relacionamentos, justiça emocional, força diante de abandonos. Não é sobre sobrenatural: é sobre desigualdade histórica, violência de gênero e a necessidade coletiva de dar nome ao que tantas mulheres viveram — e ainda vivem.

As Treze Almas do Joelma

No Cemitério São Pedro, em São Paulo, o túmulo das vítimas não identificadas do incêndio do Edifício Joelma ocupa um lugar singular no imaginário popular. A tradição das “Treze Almas” não nasce de um mito, mas de uma tragédia coletiva que expôs falhas profundas da urbanização brasileira dos anos 1970: edifícios inseguros, negligência, falta de protocolos e uma população que, de repente, viu a modernidade queimar diante dos próprios olhos.

A devoção não nasceu de lenda, mas de compaixão. A cidade, incapaz de devolver identidade àquelas vidas, devolveu-lhes memória. O jazigo coletivo passou a receber velas, flores, pequenos bilhetes escritos às pressas — pedidos por proteção, por paz, por alívio de sofrimentos que não encontram outra forma de expressão. Muitos procuram as Treze Almas em momentos de angústia, como se reconhecessem que ali repousam pessoas que conheceram, no último instante, a mesma falta de amparo.

Há um gesto recorrente entre devotos: deixar copos ou garrafas d’água. É uma oferenda simples, mas carregada de sentido. Diz-se que, na hora da morte, o que mais faltou àquelas vidas foi ar e água — e, por isso, quem alcança uma graça devolve aquilo que lhes faltou no derradeiro momento. É uma forma de cuidado simbólico, quase um pedido de desculpas coletivo, que se repete há décadas.

Oferendas aos milagreiros de cemitério

O Brasil dos milagreiros de cemitério: números, cidades e um mapa que não para de crescer

Em poucos anos, O Que Te Assombra? se espalhou pelo Brasil. Thiago já visitou mais de duzentas sepulturas de milagreiros em Campinas, São Paulo, Santos, Piracicaba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e dezenas de outras cidades onde pesquisa de forma contínua ou itinerante. O número exato? Nem ele sabe mais. Mas o volume é suficiente para mostrar a dimensão do fenômeno e o quanto a fé popular está entranhada nos cemitérios brasileiros.

Desde o primeiro passeio em 2021, os tours gratuitos do projeto se multiplicaram até formar 21 roteiros oficiais em seis cidades. Cada visita tem mais de uma hora e meia de duração e segue regras rígidas de respeito ao espaço: nada de fotos invasivas, nada que afete a integridade dos túmulos ou a privacidade das famílias. Os participantes podem doar alimentos, e o clima é sempre de cuidado, história e memória. Para o projeto, o cemitério é um território vivo — e isso orienta toda a experiência.

Necroturismo: por que tanta gente procura esses tours?

A resposta está no modo como Thiago conduz as caminhadas. Ele recusa leituras superficiais da morte e prefere revelar o cemitério como parte pulsante da cidade. Nas palavras dele, a experiência precisa mostrar “todos os interesses de um cemitério”: a história que se acumula, as crenças que atravessam gerações, os crimes que marcaram época, os mitos que emergem das bordas do urbano.

Essa abordagem transparente, respeitosa e profundamente humana fez o projeto crescer. Quando as pessoas perceberam que não era sobre “assombração pela assombração”, mas sobre memória, cultura e fé popular, a procura disparou.

Do cemitério para as prateleiras: os livros do projeto O Que Te Assombra?

O universo do projeto não ficou somente nos passeios e nas redes. Ele já rendeu uma trilogia publicada pela editora Pontes, que transforma essas experiências em leitura:

  • Assombrações de Campinas – O Que Te Assombra? Cidades e Medos (2023)
    Primeiro volume do projeto em livro, reúne relatos de lendas, assombrações e medos urbanos em Campinas, preservando o patrimônio imaterial da cidade e suas histórias contadas na fala do povo.
  • Milagreiros de Cemitério – Cidade de São Paulo (2024)
    Resultado de uma expedição pelos cemitérios públicos da capital paulista, o livro apresenta os túmulos reconhecidos como “divinos”, reconstruindo as histórias de vida, as tragédias, as graças e a devoção que transformaram essas sepulturas em pontos de peregrinação.
  • Conheça o Lobisomem do Seu Bairro (2025)
    Terceiro livro do projeto, faz um desvio delicioso: em vez de milagreiros, entra no imaginário do lobisomem. A obra explora a relação entre humanos e lobisomens, brincando com os paralelos entre a lenda e o homem moderno, em diferentes tempos e espaços.

Necroturismo

Como participar dos passeios?

Para quem quer sair da leitura e das redes sociais e ir se aventurar entre túmulos com o grupo, o caminho oficial é sempre o mesmo: o Instagram do projeto, no perfil @oqueteassombra. É lá que a agenda mensal é divulgada, incluindo os roteiros em cemitérios, palestras e eventos diversos.

Antes de se inscrever, saiba que:

  • Inscrições: os formulários são liberados na bio do Instagram, geralmente cerca de uma semana antes de cada passeio. As vagas costumam acabar rápido, então vale acompanhar o perfil com frequência.
  • Parcerias e ajustes de horário: como os passeios envolvem parceiros diversos, pode haver mudanças de data ou horário. O canal oficial para qualquer atualização é sempre o Instagram, nos próprios posts e stories do projeto.
  • Gratuito e aberto a menores: todas as experiências são gratuitas, e pessoas menores de idade podem participar, desde que acompanhadas pelos responsáveis.
  • Doação de alimentos: em todos os roteiros, o grupo faculta a doação de alimentos não perecíveis, que são encaminhados a entidades e projetos assistenciais parceiros do O Que Te Assombra?.

Para quem quiser se aprofundar nas histórias de fé e assombro que moram nos cemitérios brasileiros, os livros publicados pela Pontes e os passeios guiados pelo projeto formam um percurso completo: primeiro, a leitura; depois, o encontro cara a cara com túmulos que, para muitos, deixaram de ser apenas pedra e data para se tornarem promessa, companhia e esperança nas horas mais difíceis.

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