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Tranças africanas – conheça os diferentes tipos e saiba como cuidá-las

Tranças africanas – conheça os diferentes tipos e saiba como cuidá-las

As tranças africanas são sucesso absoluto entre ícones negros americanos e também aliadas das mulheres que passam pela transição capilar. No Brasil, o penteado está ficando cada vez mais popular e as trancinhas são uma verdadeira febre entre as influenciadoras digitais. Mas, não são só as famosas que se interessam pelas tranças africanas, mulheres crespas ou não investem cada vez mais neste visual.

As chamadas “braids” possuem origem africana e foram usadas em determinadas culturas para indicar classe social, origem da família e até o estado civil das mulheres africanas. Na América Latina, eram feitos desenhos nas raízes dos cabelos na época da escravidão para servirem como mapas que ajudavam nas fugas e a encontrar quilombolas próximos. Portanto, mesmo que as tranças africanas tenham virado uma manifestação da moda, continuam sendo mais que um simples penteado, tendo um valor histórico e cultural.

“A cultura histórica tem o objetivo de manter viva a consciência que a sociedade humana tem do próprio passado, ou melhor, do seu presente, ou melhor, de si mesma”
Benedetto Croce

Se você possui interesse em saber um pouco mais sobre as tranças africanas, e quem sabe fazê-las um dia, conheça seus diferentes tipos e os cuidados necessários para a manutenção das mesmas.

Tranças africanas –  Box braids

Acredita-se que as box braids são as que mais representam as origens africanas. Elas também têm mais durabilidade, proporcionam mais liberdade e ajudam no crescimento do cabelo – por isso são tão indicadas para mulheres que estão fazendo a transição capilar. O termo, traduzido em português para “tranças de caixa”, se refere às divisões capilares das tranças, que são feitas dentro de um quadrado. Antigamente, o modelo era chamado de kanekalon – um material sintético utilizado para alongar o cabelo. Hoje em dia, a lã e o jumbo são outras opções de matérias-primas que também podem ser usadas para a extensão das tranças. Para fazer as box braids é necessário usar ao menos um dedo do comprimento de cabelo natural, uma vez que não são feitas a partir da raiz.

Tranças africanas –  Trança nagô

Ao contrário das box braids, a trança nagô – também chamada de corn braids – é confeccionada rente ao couro cabeludo e foi muito utilizada como um meio de comunicação entre os negros. Atualmente, segue sendo uma das favoritas entre as mulheres com cabelos cacheados ou crespos, podendo ser feita em cabelos sintéticos ou naturais. É considerada uma ótima técnica para mulheres que usam lace, já que por serem enraizadas, facilitam a inserção da peruca. O modelo também é usado por muitos homens com cabelos crespos porque além de ser bonito esteticamente, é muito prático. As corn braids podem ser feitas apenas na raiz ou por todo o comprimento do cabelo.


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Tranças africanas –  Crochet braids

Diferente do que muitos podem imaginar, as crochet braids não são feitas com linhas de crochê. A técnica recebe esse nome por conta do seu modo de fazer, que usa agulha para costurar o cabelo natural ao sintético. O procedimento é realizado a partir da raiz e usa fibras sintéticas, como kanekalon, para alongar os fios. Seus desenhos podem ser variados e uma das maiores vantagens da técnica é o efeito natural que dá aos cabelos.

Tranças africanas – Trança twist

Também conhecido como “trança baião de dois” em algumas regiões do Brasil, esse modelo é feito pela técnica de entrelace. O material é “costurado” na raiz do cabelo, misturando cabelo natural e material sintético em todo o comprimento dos fios. A característica principal da trança twist é seu modelo, que é feito com duas mechas ao invés de três como as tradicionais.

Os cuidados necessários com as tranças africanas

Para manter o couro cabeludo e fios saudáveis, além de prolongar a duração das traças, é essencial ter alguns cuidados. A lavagem deve ser feita semanalmente com shampoo antirresíduos. Isso vai promover uma limpeza mais profunda, dando frescor à raiz de forma prolongada. É necessário aplicar o shampoo apenas no couro cabeludo e o uso de condicionar é dispensável. A hidratação pode ser feita semanalmente através de borrifadores, evitando que os fios fiquem ressecados. A dica é colocar água e máscara de hidratação no borrifador e jogar em todo o cabelo. Depois, apenas deixe agir pelo tempo indicado e enxague. Tome cuidado para não deixar resíduos nas tranças. O uso de secadores não é recomendado, pois estimula o aparecimento de frizz. Deve-se realizar a secagem apenas com toalha e depois deixar que as madeixas sequem naturalmente. Por isso, tente lavar pela manhã, evitando ao máximo deixar úmido o material sintético.

Se fizer penteados com as tranças, deve deixá-los frouxos. Os penteados trazem estilo para o visual com tranças, mas é necessário ter cuidado ao prender o cabelo, pois com muita pressão na raiz os fios podem quebrar.


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A manutenção das tranças africanas

Com o tempo, as tranças começam a ficar mais frouxas e algumas partes soltam. Portanto, fazer a manutenção de forma regular é importante. O tempo para manutenção e durabilidade depende do tipo de cabelo e dos cuidados regulares. Normalmente, a troca é feita a cada 3 ou 2 meses, se a curvatura for do tipo 3 ou 4. Recomenda-se que, depois deste período, se desfaça as tranças para que os fios passem por hidratações e reposições de vitaminas. As pessoas que possuem cabelo ondulado ou liso precisam fazer manutenção mensal, pois o aparecimento de frizz é mais frequente.

Este artigo foi livremente inspirado nesta publicação e adaptado ao conteúdo do WeMystic.

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