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Conheça o Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá

Conheça o Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá

Nossa Senhora tem milhões de devotos pelo mundo e os santuários marianos, que são dedicados à Virgem Maria, abrigam muitos destes fiéis anualmente. Os católicos visitam os santuários para agradecer por um milagre concedido, pedir por uma causa ou simplesmente para praticar a fé. O Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá está localizado na  pequena cidade colombiana de Chiquinquirá. Os moradores da cidade foram testemunhas de inúmeros milagres concedidos por Maria ao povo colombiano. Diversas vezes durante o primeiro século de independência do país, a intervenção da Virgem foi decisiva quando o povo sofria com guerras sanguinárias e graves doenças. Conheça um pouco mais sobre a história do Santuário de Nossa Senhora de Chiquinquirá e seu processo de consagração.

História do Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá

Em 1562, o curador da cidade de Suta, Antonio de Santana, solicitou que Alonso de Narváez pintasse um quadro da Virgem do Rosário – que seria venerado em sua capela. O artista usou como tinta misturas de terra com diferentes cores e o sumo de algumas flores e ervas. Como tela, foi utilizada uma manta de algodão. Ao lado de Nossa Senhora, foi pintado Santo Antônio de Pádua, à sua direita, e Santo André Apóstolo, à esquerda. Quando concluída, a obra foi exposta para veneração de espanhóis e índios, no altar da capela de Suta.

Por falta de cuidados e vazamentos no teto da capela, com o tempo, o quadro foi se deteriorando. Em 1578, quando o presbítero Juan Alemán de Lequizamón assumiu o cargo de curador, retirou o quadro da capela por não o considerar digno e o devolveu ao seu dono, que enviou a obra à sua fazenda em Chiquinquirá. Após a morte do curador Antonio Santana, em 1582, sua viúva Catalina García de Irlos foi morar nesta fazenda. Uma parente do falecido, Maria Ramos Hernández, encontrou a pintura totalmente descolorida, gasta e suja. Maria resolveu limpá-la, emoldurá-la e pendurá-la na capela da fazenda. Todos os dias ela orava em frente ao quadro dizendo: “Até quando, Rosa do Céu? Até quando haveis de estar tão escondida? Quando chegará o dia em que vos manifestareis?”.

Em 26 de dezembro de 1586, passava pela capela a índia cristã Isabel, junto com seu filho Miguel, que disse: “Mãe, olhe a Mãe de Deus que está no chão”. Então, a índia viu a Santíssima Virgem com um resplendor que enchia a capela. Dirigindo-se à Maria Ramos, Isabel disse: “Olhe, olhe, senhora, que a Mãe de Deus desceu de seu lugar e está ali, de pé sobre o teu assento, e parece que está se queimando”. Maria olhou para o altar e viu a transformação que havia acontecido na pintura, “tão lúcida e renovada de cores alegres e celestiais, que era uma glória vê-la”.

Logo a notícia se espalhou e chegou à Suta. Muitas pessoas começaram a ir até o quadro, por curiosidade ou em busca de um milagre. Da mesma forma que a devoção popular aumentava, pequenas curas eram realizadas. Neste período, propagou-se em Tunja um surto de peste. Uma delegação foi até Chiquinquirá, para pegar o quadro emprestado por alguns dias. A milagrosa obra esteve em Tunja e conseguiu vencer a peste.

Em 14 de agosto de 1588, quando recentemente havia sido elevada a paróquia da cidade, chegou a Chiquinquirá o arcebispo de Santa Fé de Bogotá, Frei Luís Zapata de Cárdenas, acompanhado pelo comissário do Santo Ofício e pelo presidente encarregado da Real Audiência. Os clérigos queriam ver pessoalmente a pintura e as pessoas favorecidas por sua transformação, investigando o prodígio. Com suas dúvidas sanadas, foi ordenada a primeira construção de um templo digno desta devoção. Em 1796, edificou- se em Chiquinquirá um templo de maiores proporções.


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A consagração do Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá

O novo templo de Nossa Senhora de Chiquinquirá foi consagrado em 11 de setembro de 1823, por Mons. Rafael Lasso de la Vega, bispo de Mérida (Venezuela) e senador da República da época. Diante um decreto, em 18 de julho de 1829, a Santa Sé declarou a Virgem do Rosário de Chiquinquirá Padroeira da Colômbia.

Após a Guerra dos Mil Dias (1899-1902) – sangrenta guerra civil– finalmente, voltou a almejada paz do país. Então, foi enviada ao Trono de São Pedro uma súplica para que a Virgem de Chiquinquirá fosse coroada. O Papa da época, São Pio X, atendeu ao pedido em 9 de janeiro de 1910.

O quadro de Nossa Senhora de Chiquinquirá foi coroado canonicamente em 9 de julho de 1919, na catedral de Bogotá, com a presença do presidente da República, de autoridades eclesiásticas, militares e civis, assim como milhares de fiéis. Em 1927, foi concedido ao santuário mariano, pelo Papa Pio XI, o título e privilégios de Basílica Menor. A Sé Apostólica edificou a cidade de Chiquinquirá como diocese em 1977. O Papa João Paulo II visitou a Colômbia em 1986, na ocasião, conheceu o Santuário Mariano de Nossa Senhora de Chiquinquirá como peregrino.

O culto a Nossa Senhora de Chiquinquirá foi estendido não somente na Colômbia, mas na América Latina toda. As datas de 9 de julho e 29 de dezembro são consagradas à Virgem do Rosário de Chiquinquirá, levando ao santuário mariano milhares de fiéis vindos de todo o país e de países vizinhos.

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