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Da ignorância à consciência plena: Os 5 níveis de despertar do espírito

Da ignorância à consciência plena: Os 5 níveis de despertar do espírito

A rotina diária é repleta de afazeres, obrigações, repetições. Por muitas vezes o processo se torna mecânico e a oportunidade de aprender é desperdiçada. Os desafios que se apresentam tornam-se fardos, obstáculos na mente de quem os enfrenta. O que não se percebe é que esses desafios acontecem por um motivo espiritual associado aos nossos interesses emocionais, à nossa evolução. Afinal, nada acontece por acaso.

A partir do momento em que nossa consciência deixa o estado de sonolência e inércia e passa para o primeiro nível de despertar, começamos nossa caminhada evolutiva sem volta, em que descobrimos que para todos os tipos de problemas, existe uma solução espiritual eficaz. Vamos além: na verdade, descobrimos que os problemas simplesmente não existem.

Mas atingir o mais alto nível de despertar é tarefa árdua, repleta de altos e baixos. Os espíritos passam por diferentes estágios de evolução, com mudança de percepção acerca de si mesmos, dos outros espíritos com os quais se relaciona e do próprio cosmos.

Todos os estágios possuem a mesma importância para a evolução da consciência humana. Todos os espíritos passam por cada um deles. Tentaremos exemplificá-los neste texto, mas lembramos que não existem receitas ou atalhos para o despertar. Cada um de nós traça um caminho, resultado do resumo de nossas experiências e aprendizados.

“Vá fundo para dentro de si. Vá tão fundo aé essa ilusão chamada “Você” desaparecer
RANJIT MAHARAJ

Os principais níveis do despertar

  • A ignorância

    Neste primeiro nível, o ser humano não tem qualquer consciência sobre seu espírito. Não sabe de onde veio, como chegou, para onde vai. Não tem a menor ideia sobre o significado da vida. Como um corpo sem alma, segue os padrões sociais sem qualquer reflexão ou questionamento. É uma fase que se assemelha a um profundo adormecer.

    Está extremamente ligado às questões materiais e, ao olhar para o outro, o enxerga como oponente, como obstáculo a ser vencido para a conquista dos objetivos ligados à matéria. Portanto, a felicidade neste estágio está diretamente relacionada à fatores externos, ao “ter”. Quando não consegue atingir os objetivos, o espírito escolhe assumir o papel de vítima.

    As emoções dominam a razão e impedem que o ser que está neste nível de despertar consiga vivenciar a verdadeira realidade do mundo a sua volta. Mas o despertar começa a partir do momento em que este ser, depois de passar por fases relacionadas à sobrevivência, segurança, prazer carnal e material, começa a perceber que tais conquistas não são suficientes e começa a se questionar sobre o real sentido da existência.

    A percepção de que há algo maior do que os desafios, distrações e tentações existentes no mundo material, é o sinal de que o despertar finalmente começou. Esta fase pode ser muito dolorosa pois desencadeia sentimento de frustração em relação ao mundo e até sintomas de depressão.

  • A dúvida

    Nesta fase do despertar, o espírito questiona o mundo a sua volta. Antes completamente dominado pelo mundo material, agora passa a perceber este tipo de vida como uma realidade sem real conexão, sem valor. As regras sociais e toda a crença existente passam a não fazer sentido como antes e as buscas por respostas, pelo autoconhecimento se tornam prioridade.

    Nesta fase o ser humano procura entender melhor o mundo onde está inserido. Sente-se deslocado, confuso e ainda mantém a tendência de culpar o outro pelos seus próprios problemas, causados por suas próprias decisões e ações: seja a família, amigos ou instituições. Como deixou de ser mero espectador e passou a questionar, aqui o espírito abandona o papel de vítima e assume outro, de sobrevivente, em meio a um mundo repleto (aos seus olhos) de injustiças.

    Mesmo tendo adquirido o poder questionador, nesta fase o ser humano ainda não se encontra totalmente livre do poder influenciador de certas de crenças e muito menos da aprovação social para seus atos. Desta forma, tenta se encaixar nas regras e padrões determinados.

  • O autoconhecimento

    Este nível de despertar pode ser entendido como o início da consciência real da transformação espiritual. Durante este processo de autoconhecimento, o ser humano busca a reclusão para conseguir “ouvir” o que diz sua alma com mais clareza. Há aqui um rompimento com valores pré-estabelecidos pela sociedade.

    É como se a venda fosse que durante toda a sua existência até agora lhe fosse retirada dos olhos e o mundo, antes repleto de cinza, passasse a adquirir contornos finalment mais coloridos. O aprendizado desta fase é caracterizado por reunir sentimentos contraditórios de alívio e angústia. Alívio por conseguir perceber melhor o mundo em que está inserido e angústia ao colocarmos pessoas e posições sociais em segundo plano.

    A fé e a espiritualidade se desenvolvem e a alma passa a compreender leis de causa e efeito, portanto passa a entender o que carma significa. Seres com o mesmo padrão vibratório se aproximam pela afinidade e seres com padrões diferentes, se afastam. Por isso o terceiro nível pode trazer sofrimento quando o ser que passa por ele tenta despertar o conhecimento adquirido a outros seres que ainda não se encontram no mesmo padrão vibracional. O sentimento de deslocamento no mundo se acentua, mas a evolução é contínua e irreversível.

  • O despertar real espiritual

    Este nível tem como característica o duelo entre os vícios do mundo físico e os valores do mundo espiritual. O desapego surge através da consciência do despertar espiritual, da consciência da existência da luz imaterial. Os valores aprendidos são aperfeiçoados e a vida é valorizada na sua totalidade. Não há mais espaço para feridas ou qualquer tipo de dor, apenas o interesse na evolução espiritual.

    A energia negativa é liberada e o ser experimenta a paz. Qualquer dúvida ou sofrimento experimentado nos três níveis anteriores é dissipado pela certeza da fé, da existência de um poder superior. Não há mais espaço para ressentimentos, ódio, sentimentos inferiores. Nesta fase, o ser vivencia a união do seu espírito com as camadas superiores.

  • Consciência plena

    O nível cinco marca o início do Nirvana. As almas não sentem mágoas ou ressentimentos e passam a ser guiadas pela inspiração e não mais pela emoção. É a recuperação da verdadeira identidade do infinito, do ser Divino. Nesta fase, o ser humano ultrapassa os limites da matéria e se reconecta ao universo. É a verdadeira e literal reunião com Deus.

    O reino do criador se abre e passa a ser explorado. Nesta fase o espírito se apodera de suas capacidades e assume a construção da vida que pretende trilhar. A intuição promove a conexão direta com o Divino. Se nos níveis iniciais o espírito se sentia preso a regras impostas pela sociedade e por instituições, agora ele se encontra completamente livre. Abandona o passado, não pensa no futuro, vive intensamente o presente.

    A iluminação é fator determinante na vida no planeta Terra, mas não representa o fim de uma jornada. De fato, ao chegar ao nível cinco, se inicia a verdadeira experiência espiritual, já que este nível representa a porta para a volta de um espírito liberto, consciente e auto realizado. Espírito que encontra a porta para a totalidade cósmica onde inúmeros universos coexistem.

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