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Yabá – Conheça as 8 principais orixás femininas

Yabá – Conheça as 8 principais orixás femininas

Vários são os Orixás sagrados na Umbanda. As Yabás são as orixás femininas, veja abaixo um pouco sobre cada uma delas e descubra o poder da mulher e do seu ventre sagrado dentro da Umbanda. Qual Yabá você mais se identifica?

Yabá –  a força feminina na Umbanda

Oxum – a orixá do Amor

Oxum é a yabá do amor agregador, responsável pela concepção da vida. Por isso, muitas vezes é reconhecida como a orixá dos relacionamentos, dos matrimônios e da sexualidade, pois é através deles que se obtém a criação da vida.

Como uma Yabá agregadora, tudo que tem ligações, que se agrega, tem influência de Mamãe Oxum. Os filhos de Oxum são emotivos e carinhosos, valorizando muito a vida amorosa e sexual. Têm uma espiritualidade muito forte e são muito apegados à família, amigos e lar. São determinados, adoram luxo, requinte e apesar de valorizar muito a opinião dos outros, não levam desaforo para casa.


Oiá – a orixá do Tempo

Oiá é a yabá de atuação no campo religioso. Ela é a representação da onda divina, da irradiação cristalina. Atua junto aos seres apáticos e emotivos além de incidir sobre os descrentes. É a orixá que pune quem usa de práticas religiosas para enganar os outros explorando fé alheia e quem é fanático. Ela pune pois sabe do valor do divino e torna a religiosidade algo negativo na vida dessa pessoa.

As filhas de Oiá são pessoas que apreciam muito o estudo da religião, da música, que gostam de conversas construtivas, da companhia de pessoas maduras, inteligentes, maduras, amorosas e reservadas. São pessoas discretas e com muita força na personalidade.


 Obá – a orixá da Verdade

Obá é uma yabá que conhece profundamente a verdade, ela sabe o que é verdade, sabe o que se eterniza na mente e no tempo. Tem a natureza concentradora e geradora vegetal – que rege todos os seres, podendo estimular o raciocínio e desenvolvimento. Quem faz mal-uso das suas faculdades mentais, Obá pune absorvendo suas ondas mentais para evitar malefícios, o que atrapalha seu raciocínio.

Os filhos de Obá são pessoas que gostam de humildade e simplicidade. Detestam lugares muito agitados, barulhentos, pessoas fúteis e muito ligadas ao mundo terreno. São ligadas à importância da vida e das relações.


Iansã – a orixá da Tempestade

Iansá é uma Yabá da Linha da Lei Maior, ela guia a vida de todos que estão inseguros em seus caminhos, direcionando-os à evolução. É uma yabá com energia do movimento, dos ventos, que estimula seus filhos e protegidos. Entretanto, seu lado oposto também pode estimular a apatia e imobilidade, é preciso ter atenção à sua influência.

Os filhos de Iansã são carismáticos, atraentes e temperamentais. Adoram a sua liberdade e gostam de brincar com a sedução e distribuir seu charme. Apesar de terem um bom senso de liderança, são instáveis e temperamentais no trabalho. Têm pensamento à frente do seu tempo.


Egunitá – a orixá Cósmica

Egunitá é uma Yabá ativa que controla o fogo da Purificação. É ela quem liberta os vícios e desequilíbrios de todos os seres. Onde existe qualquer desequilíbrio, ela utiliza de seu magnetismo para utilizar esse fogo purificador. Em seu lado oposto, essa incandescência pode esgotar ou cegar. Todos nós temos esse fogo cósmico de Egunitá, mas diluído. No momento em que nos desvirtuamos, Mãe Egunitá acende esse fogo em nós para nos colocar no rumo. Ela é sincretizada com Santa Sara Kali, a protetora dos ciganos.

Os filhos de Egunitá gostam de estudos, de política, de espetáculos, de conversas reservadas mas emotivas. Apreciam a companhia de pessoas calmas, passivas, pessoas encantadoras e que gostem de passear, pois não suportam ficar presos em casa.


Nanã – a orixá Anciã

Nanã é a Orixá da Sabedoria, da onda divina da evolução e da dissolução de vícios e excessos. Nanã é uma yabá que traz maleabilidade aos seres, ajudando a quem está “petrificado”. Ela coloca as pessoas no caminho da evolução ao livrá-los da negatividade e pessimismo.

Nanã é reconhecida como o orixá que auxilia na reencarnação pois ajuda a diluir sentimentos, memórias e mágoas da vida. Ela decanta memórias, adormece o estado mental dos seres para que eles não interfiram em suas próximas encarnações.

É também o orixá da velhice, que adora uma mesa farta, conversas altas e alegres, pessoas falantes, reuniões familiares, pessoas afetuosas e respeitosas.


Iemanjá – a orixá Rainha do Mar

Orixá é a yabá mãe da vida, que dá estimulo e amparo à fertilidade e maternidade. Ela estimula o amor fraterno e hereditário a todos os seres. É, de uma forma geral, um orixá que estimula o amor. Ela estimula também a adaptabilidade e a criatividade.

Os filhos de Iemanjá apreciam a vida em família, são vaidosos, dominadores e vingativos. Dão valor aos amigos, ao respeito e à religiosos. Gostam de pessoas de poder de decisão e natureza forte.


Pombagira  –  orixá?

Já sabemos que muitas pessoas estão pensando: “mas Pombagira é entidade, não é orixá!”. Tenha calma e leia o texto antes de argumentar. A Pombagira Yabá se classifica como um mistério e se difere da Pombagira entidade, que trabalha incorporando em médiuns. Segundo Pai Rubens Saraceni, o nome Pombagira como Orixá está incluído entre os mais de 200 orixás ocultos. Essa yabá se revelou na Umbanda, na religião brasileira, e não nas origens africanas, por isso cabe aos Umbandistas fundamentá-la e elevá-la a orixá. “Assim como para a entidade Exu tomamos emprestado o nome do Orixá Exu, para Pombagira por recomendação de Pai Benedito de Aruanda, temos a oportunidade de fazermos o contrário, pegar o nome Pombagira emprestado para identificar a divindade doadora do Mistério, puro e simplesmente isso” argumentou Pai Alexandre Cumino.

As características dessa Yabá ainda são pouco determinadas e confundidas com a atuação da entidade, mas ela é uma Yabá da Umbanda sagrada.

  • Clique aqui para saber mais sobre a orixá Pombagira.

Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual