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Você sabe o que é unidade espiritual? Descubra!

Você sabe o que é unidade espiritual? Descubra!

O significado de unidade espiritual ou totalidade pode parecer complexo, um pouco confuso ou vago, mas não precisa ser. Neste artigo, vamos ajudá-lo a compreender de forma concisa esses termos, para que possa dizer seguramente que sabe o significado e que já vivenciou essa experiência. Sim, é possível experimentar a unidade espiritual ou totalidade.

Elas podem ser sentidas por qualquer pessoa. Independente de idade, raça, sexo, origem, intelecto ou nível de desenvolvimento espiritual. A unidade espiritual e totalidade são um direito de nascença. Você não apenas possui o direito de experimentá-las, como faz parte do seu destino na busca espiritual.

Neste artigo, vamos mostrar as melhores formas de sentir e incorporar esse jeito sagrado de ser. Não existem soluções prontas e rápidas, no caminho espiritual não há saídas instantâneas legítimas. Porém, vamos ajuda-lo a mergulhar, mesmo que brevemente, na experiência de unidade espiritual e totalidade.

“A totalidade não é alcançada cortando uma parte do ser, mas pela integração dos contrários”
Carl Jung

O que significa unidade espiritual ou totalidade?

Como seria possível condensar a imensidão da existência em um pedaço de areia? É uma missão difícil, mas vamos tentar explicar para você. A unidade espiritual é uma experiência transcendente da mente. Quando a vivenciamos, nos sentimos conectados com tudo que existe nos mais diversos níveis. Ou seja, nos sentimos unificados com todas as coisas ao nosso redor e dentro de nós.

Totalidade, que é uma nomenclatura diferente para unidade espiritual, é uma sensação de plenitude, completude e vastidão. Nessa experiência incorporamos nossa verdadeira natureza, o Eu que existem além de nossas personalidades limitadas emerge.

Por que é difícil vivenciar a unidade espiritual?

De uma forma direta, o motivo pelo qual é tão difícil e raro experimentar a unidade espiritual é que nossas mentes não permitem.  Apesar da mente ajudar a planejar, criar, imaginar, entender e estruturar de maneira lógica a vida, também fragmenta simultaneamente a existência. Ao dividir a vida em conceitos, pensamentos, crenças e ideias, não experimentamos a unidade. Em vez disso, enxergamos a vida através de uma lente quebrada. Até podermos tirar esses óculos danificados, continuamos nos vendo como pequenas entidades isoladas e separadas que enxergam o mundo em preto e branco.

O grande problema é que esquecemos que estamos usando esses óculos rachados. Vivemos grande parte de nossas vidas achando que somos nossos pensamentos e identidades mentais limitadas. Somos como borboletas que esqueceram o conceito de voar. A única realidade na qual nos acostumamos a viver é dominada pela mente. Nos esquecemos que somos mais que nossos pensamentos e projeções mentais. Perdemos o contato com a verdadeira natureza do ser.

Diferente do que a maioria das pessoas acredita, a unidade espiritual não é especial, ela é um estado natural e possível. Porém, do ponto de vista da mente, parece nova e empolgante. Como nossos pensamentos dominam a maior parte de nossas vidas, tendemos a nos sentir fragmentados interiormente. A natureza da mente sempre está em busca de compreensão e segurança. Para compreender a vida e estar seguro, é preciso dividir as coisas como boas e más, certas ou erradas. Este é um processo natural de sobrevivência.

Se não fôssemos capazes de dividir a vida em opostos, não conseguiríamos entender que atravessar a rua sem olhar pode ser fatal ou que deixar crianças brincar com facas é perigoso. Porém, ao mesmo tempo, dividir a vida em polaridades pode criar um sofrimento em nós. Pois crescemos acreditando que parte de nós são boas e outras são ruins. Depois, nos apegamos às nossas partes boas e reprimimos ou negamos as ruins.

O que acontece quando passamos a perceber de forma fragmentada? Nos sentimos carentes, falhos, incompletos e insuficientes. Nossa essência fica diluída. Não nos sentimos autênticos e passamos a nos achar falsos. O vazio passa a nos assombrar. Queremos muito nos amar e nos abraçar, mas como podemos nos aceitar de forma plena se odiamos algumas partes de nós mesmos e amamos outras? Por este motivo a integração é tão essencial. Integração é o oposto de fragmentação. Quando nos integramos, reunimos partes diversas de nós mesmos que podem estar afastadas há anos ou décadas. Ao buscarmos a integração, procuramos pela unidade espiritual.

Enfim, a unidade espiritual e integridade parecem estranhas para nós, porque enxergamos nossos mundos internos e externos através da lente fragmentada da mente. Aliás, o próprio conceito de mundo interior e exterior é uma divisão criada pela mente. Você percebe como a mente e seus conceitos estão enraizados em nossa realidade?


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5 ferramentas para experimentar a unidade espiritual

As práticas e ferramentas a seguir não são como pílulas para a felicidade instantânea. Fique atento quando qualquer pessoa tentar te vender a “iluminação em etapas”, porque isso não é possível. A unidade espiritual não é como um macarrão instantâneo.  A busca pela unidade e totalidade é trabalhosa. Muitas pessoas passam a vida toda tentando ter um vislumbre dessa experiência sagrada.

Por isso, com todo o respeito pelo trabalho, comprometimento e intensidade que são necessários neste caminho, vamos mostrar cinco ferramentas úteis para alcançar a unidade espiritual. Existem inúmeras práticas, mas incluímos aquelas que acreditamos ser simples e úteis. Portanto, veja as que são melhores para você.

  • Atenção plena e meditação

    Esta ferramenta pode parecer clichê, mas não é porque a meditação e atenção plena entraram na moda que significa que elas não possuem seu valor genuíno. Provavelmente, a abordagem que alguns professores modernos possuem em relação à meditação é diluída e simplificada. Porém, existem técnicas antigas – como a meditação Vipassana (consciência do pensamento) e Anapanasati (a consciência da respiração) – que ajudam a obter uma visão real da natureza de sua mente.

    A atenção plena é outra forma simples de ter acesso à experiência da unidade espiritual. O termo mindfulness significa prestar atenção ao momento presente. De forma irônica, mindFULLness tem mais a ver com a afiação da sua consciência e habilidade de viver no momento presente do que com a mente. Ou seja, o foco sai da tentativa de manter a mente vazia. Muitas sensações de paz e totalidade podem ser vivenciadas com essas duas práticas populares.

  • Mergulhar na natureza solitária

    Ficar um tempo sozinho cercado pela natureza é outra forma bonita de ter acesso a um estado de unidade espiritual. É preciso se treinar para simplesmente observar a natureza como uma maneira de meditação. Isso será nutritivo para a alma e pode preenchê-lo com um sentimento de paz interior. A presença das árvores e pássaros ao nosso redor pode nos fazer sentir como uma unidade, incluindo tudo a nossa volta. Imergir na natureza é uma prática poderosa para curar doenças físicas e mentais, vale muito a pena experimentar.

  • Plantas medicinais que alteram a mente

    Momentos transformadores e poderosos, que podem trazer unidade espiritual e plenitude, são característicos em experiências proporcionadas pelas plantas medicinais. Caso tenha interesse em explorar este caminho, recomenda-se procurar um xamã genuíno ou guia espiritual que possa apoiá-lo em experiências que podem ser intensas.

    Exemplos de plantas medicinais incluem ayahuasca, San Pedro, cogumelos psilocibina, peiote, DMT e maconha. É possível viver momentos de unidade espiritual ou totalidade através delas? A resposta é que elas alteram, removem ou distorcem temporariamente as lentes fragmentadas da mente. Quando é removido o véu de nossa percepção limitada, cria-se um espaço para experimentarmos uma versão mais integrada e completa da realidade. Existem relatos de experiências intensas com mudanças de paradigma da morte e do ego e de fusão com toda a existência. Caso você nunca tenha experimentado a medicina das plantas, recomendamos fazer uma pesquisa completa antes de experimentá-las.

  • O trabalho interno voltado para integração

    Existem diversas formas de trabalho interno, mas nem todas são focadas em explorar, integrar e aceitar as partes rejeitadas e reprimidas. Apesar deste caminho ser lento, é o trabalho mais profundo que você pode fazer. Não existem soluções rápidas. Para ter mais um vislumbre fugaz de unidade espiritual e totalidade, você precisa tornar o inconsciente consciente.

    Precisamos nos reunir com partes perdidas de nós mesmos e aprimorar o equilíbrio psicológico. Somente assim, vamos experimentar a autêntica unidade espiritual. O trabalho de sombra e o trabalho infantil interno são exemplos de trabalhos centrados na integração.

  • Compaixão, aceitação e amor verdadeiro

    O amor é o sentimento mais amplo e real que existe. Quando amamos de verdade e de forma genuína alguém ou algo das profundezas de nosso ser, as barreiras são quebradas. As construções mentais são desconstruídas e toda divisão se desintegra, restando apenas a abertura, expansão e a experiência de unidade espiritual.

    Como seres humanos, ao vivenciarmos uma experiência espiritual, criamos um relacionamento complexo com nós mesmos, que possui altos e baixos. Mas, se conseguirmos abraçar essas variações e entender de forma verdadeira a natureza de nossas mentes, podemos vivenciar o amor próprio e aprender a amar mais ainda nós mesmos.

    Quando abraçamos nossa humanidade e divindade, experimentamos a aceitação e compaixão. Essas qualidades são essenciais no caminho espiritual. Sem aprender a amar nós mesmos, é impossível nos abrirmos para a experiência da totalidade e unidade espiritual.

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