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O Reiki segundo o Espiritismo: passes, médiuns e merecimento

O Reiki segundo o Espiritismo: passes, médiuns e merecimento

Tudo é energia. E são inúmeras as crenças, ciências e religiões que compartilham e partem desse mesmo raciocínio — como é o caso da doutrina espírita e do Reiki , uma terapia alternativa que visa curar seus pacientes através da manipulação energética.

A seguir, com base no livro “O Reiki Segundo o Espiritismo”, escrito pelo educador e pesquisador Adilson Marques, guiamos você, leitor, através das conexões entre filosofias e práticas que se utilizam de energias cósmicas para obter determinados resultados. Entenda o ponto de vista do espiritismo sobre o Reiki e quais são os aspectos que ambos trabalham em consenso.

A visão do Reiki segundo o espiritismo

Allan Kardec, um dos mais influentes propagadores da doutrina espírita, afirmava que o espiritismo é uma ciência experimental e que deriva em uma filosofia moral. Filosofia essa que não é nova, mas que se dispersou pelo Oriente e Ocidente através dos ensinamentos dos principais mestres espirituais da humanidade.

Tal ciência, por sua vez, se concretiza através do intercâmbio mediúnico com seres incorpóreos — os espíritos. E é com base nesse conhecimento, que tratamentos e técnicas de cura como o Reiki, também são capazes de atuar no plano físico por meio da manipulação energética.

A prática do Reiki se constitui em um dos mais importantes “fatos espíritas” do século XX. Difundida no Japão, foi intuído pelo monge budista Mikao Usui e, em seguida, ganhou espaço nos Estados Unidos e Europa. No Brasil, o Reiki foi recebido em meados da década de 80, através da indústria “New Age”.

Devido ao seu grande avanço no mundo Ocidental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já o reconhece como “terapia complementar”, juntamente a outros tratamentos ditos “alternativos” como Florais de Bach, Acupuntura, Homeopatia, etc.

“Segundo a espiritualidade, o avanço do “Reiki” no mundo todo estava previsto para o século XX, mas que chegou a hora de romper com esse viés mercadológico que o incentivou, resgatando sua verdadeira dimensão sagrada”. – Adilson Marques


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O fato espírita do Reiki

Segundo a denominação dada por Allan Kardec, “fato espírita” são todos os fenômenos causados pela intervenção de inteligências desencarnadas, ou seja, por espíritos. Com a exceção de alguns reikianos, que ainda afirmam que a “energia cósmica é inteligente” e responsável por realizar os tratamentos, é praticamente um consenso que, sem a participação dos Espíritos, nenhuma cura seria obtida através dessa técnica.

No espiritismo, os Espíritos participantes nos procedimentos seriam como uma equipe médica preparada para atuar a partir do plano Astral. E, por ser um “fato espírita” praticado no mundo inteiro, por que não pesquisar o tema junto aos Espíritos — sobretudo com aqueles que se manifestam durante sua prática?

A ciência espírita é realizada através da fenomenologia mediúnica, consultando-se e entrevistando Espíritos de várias ordens, através de reuniões sérias voltadas para a elaboração de estudos filosóficos, morais etc. Mesmo sem nunca ter citado Reiki, Kardec afirma n’O Livro dos Espíritos:

“o Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém se pode dizer seu criador, porque é tão velho quanto a criação. Ele se encontra por toda a parte, em todas as religiões e mais ainda na religião católica, e com mais autoridade que em todas as outras, porque nele se encontra o princípio de tudo: os espíritos de todos os graus, seus intercâmbios ocultos, e patentes com os homens…”

Ao compreendermos que a missão da doutrina espírita é estudar a ação dos espíritos no mundo material ou sua vida após a morte, compreendemos também que o espiritismo pode nos ajudar a explicar as curas promovidas pela terapia com Reiki.

Acredita-se que esse esclarecimento possa ser fornecido pelos próprios Espíritos que atuam na prática. Através de uma consulta ao plano Astral, seria possível entender como funciona a manipulação bioenergética disponibilizada pelos reikianos e que então é direcionada para a cura.

Lembrando ainda que, segundo o espiritismo, existe a questão do merecimento por parte dos pacientes para que o resultado desejado seja obtido. Dessa forma, buscam também desconstruir a teoria que atribui aos símbolos Reiki a responsabilidade pelas curas.


Reiki e passe espírita: qual a diferença?

Mesmo que o espiritismo seja capaz de explicar o funcionamento do Reiki, isso não quer dizer que a técnica precise ocorrer num centro espírita, onde se pratica o “passe” — que é um método muito semelhante ao Oriental. Entretanto, para explicarmos melhor essa relação, é necessário resgatar alguns princípios de Kardec.

No Reiki, o papel dos Espíritos é o de nos ajudar a compreender melhor essa técnica, desmistificando o uso dos símbolos e outras informações mal interpretadas.

O Reiki é sim uma espécie de “passe” nascido no Oriente, mas que ganhou destaque no Ocidente devido ao seu caráter universal e não-religioso. Na visão espírita, acredita-se que a essa terapia envolva o mundo espiritual através de uma equipe de médicos desencarnados, preparados para a função de socorrista.

Esse contato é feito, sobretudo, através do amor incondicional que um verdadeiro reikiano tem dentro de si. Esse amor é independente do número de “sintonizações” que um iniciado ou mestre faça.

De um modo geral, tanto no Reiki quanto no passe, percebe-se a emissão de energia. No Reiki, a grande diferença está no fundamento baseado em símbolos de captação e transformação energética. Eles fazem com que a energia se apresente de formas diferentes. Ou seja, o reikiano controla a forma como a energia age sobre o paciente. Isso não ocorre no passe, já que tudo é orquestrado por uma “Sabedoria Superior”.

Segundo explicação dada pelo Mestre Johnny De’Carli, pode-se diferenciar as origens e categorias dessa energia. Veja como elas atuam em cada um dos casos:

Passe

Pode ser de origem espiritual, magnética ou mista. Quando sua origem é magnética, a energia é formada pelos próprios fluídos vitais do médium. A energia espiritual vem do Cosmo, e é captada com o auxílio de mentores. Nesse caso, a energia captada pelo passista e pelo reikiano é a mesma: a Energia Primordial Cósmica (Rei). Por fim, o passe misto é uma combinação de origem espiritual e magnética.

Reiki

No Reiki, existem também três categorias as quais transmite-se a energia quando tocamos algo ou alguém. A primeira é chamada “energia pessoal bipolar” (ou yin e yang). Gerada pelo corpo, é conhecida como Chi (pelos chineses) ou Ki (pelos japoneses). Para usar essa energia, o indivíduo não precisa ser iniciado no Reiki.

Apesar de não necessitar de iniciação, o terapeuta que opta por essa categoria precisa estar bastante familiarizado com tratamentos energéticos. Caso contrário, se essa energia não for devidamente reposta, o terapeuta pode sofrer um enfraquecimento progressivo do organismo — em consequência da perda da própria energia.

A segunda categoria é a fonte de “energia psíquica”, a qual também não necessita de iniciação. Ela consiste na habilidade de focar mentalmente através da energia do pensamento.

A terceira e última é a energia do Plano da Criação. Nesse caso é obrigatória a iniciação do terapeuta por um Mestre Reiki habilitado. Para trabalhar com essa energia, o reikiano é sintonizado na frequência da energia Rei.

Hawayo Takata, a primeira mulher Mestre Reiki que tem conhecimento, comparava o processo de iniciação a um aparelho de TV ou rádio, ao ser sintonizado em determinada emissora. A energia penetra através do chakra coronário para depois sair pelas mãos.


Os símbolos Reiki

Quanto aos símbolos do Reiki, os Espíritos ensinam que não há qualquer serventia metafísica, mas que eles trazem ensinamentos morais valiosos com suas bases no Budismo e em outras filosofias orientais. Além de servirem como suporte para a confiança do reikiano, também estimulam a fé através do emprego dos símbolos gráficos.

O procedimento adotado no Reiki é sim um pouco diferente do “passe”, mas a essência do trabalho é a mesma. Segundo o espiritismo, o tratamento é sempre realizado pela espiritualidade socorrista que utiliza o ectoplasma fornecido pelos reikianos.


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Reikianos são médiuns?

A todos os iniciados em Nível 1, é explicado que o Reiki e areligioso. Ou seja, não prega nem defende crença ou religião a ser praticada. O fato é que, no Universo, existe uma energia responsável por mover a tudo e a todos, e em outras crenças ou técnicas terapêuticas ela recebe diferentes nomes, mas sempre se tratando da mesma energia.

“Chi”, “energia vital universal”, “magnetismo”, “ectoplasma”, “doação de energia” ou ainda “fluído cósmico universal”. Esses são apenas alguns termos que um iniciado em Reiki ou estudante sobre o espiritismo pode se deparar ao abordar essa energia universal.

No Reiki, para fazer uso dessa energia é necessário fazer o curso e ser esclarecido a respeito da sua utilização, sendo então “sintonizado” por um mestre reikiano. Dessa forma você estará em uma condição mais favorável para captar a energia do Universo e transmiti-la às pessoas, seres vivos, objetos e até mesmo para o planeta como um todo.

Em diversas religiões/crenças, essa energia também é captada e direcionada por meio de outras técnicas, algumas bem simples como uma oração — que também é uma forma de receber e doar energia.

O espiritismo, em particular, reconhece que todos nós, de uma forma ou de outra, utilizamos essa energia, seja de forma consciente ou inconscientes, em diferentes níveis de intensidade. Essas maneiras de se utilizar a energia dependem da capacidade mediúnica de cada indivíduo, desde o nascimento e até mesmo o seu desenvolvimento durante sua vida.

Lembrando que mediunidade não é somente manipular energias. Os médiuns, seja pelo espiritismo ou qualquer outra via, conseguem fazer uso com mais frequência e melhor qualidade dessa energia.

Em um centro espírita, parte do desenvolvimento do médium no uso do “fluído cósmico universal” depende do seu aprendizado e entendimento da doutrina. Afinal, ao compreender fenômenos e regras quem o envolvem, o indivíduo se aprimora e torna-se mais receptivo a essa energia — capaz de receber e transmitir com mais preparo e propriedade.

Esse aprimoramento pelo qual um médium passa através de estudos espíritas é chamado de “reforma íntima”. Sendo assim, é uma forma de levar o indivíduo a praticar tais ensinamentos também em sua vida, sempre com sinceridade de propósitos e de coração.

A reforma busca o aprimoramento do ser humano como espírito encarnado, melhorando seus níveis vibracionais e transformando-o em instrumento para captar essa energia da melhor forma possível.

Em um centro ou casa espírita, os médiuns mais experientes são mais facilmente assessorados pelos Espíritos mais evoluídos. Esses Espíritos são responsáveis por auxiliar em todo o processo de uso energético, administrado da melhor forma possível conforme os necessitados que buscam ajuda nesses locais — sejam encarnados como desencarnados.

Nesse processo, os Espíritos acabam não somente potencializando o uso das energias do médium, mas também promovendo uma combinação energética entre os dois.

“Crê-se geralmente que, para convencer, basta mostrar os fatos; esse parece, com efeito, o caminho mais lógico, e, todavia, a experiência mostra que não é sempre o melhor, porque vê-se, frequentemente, pessoas às quais os fatos mais patentes não convencem de modo algum. A que se deve isso?” — Allan Kardec


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