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Crenças limitantes – como identificar e transformar

Crenças limitantes – como identificar e transformar

Todos os seres humanos adquirem diferentes crenças (Descubra aqui como eliminar as suas crenças limitantes) ao longo da vida. Elas ajudam a sustentar diretrizes de pensamento e a construir nossa visão da realidade. A cultura é um conjunto das crenças e a sociedade é organizada a partir delas, enquanto as pessoas guiam seu comportamento através de suas crenças pessoais. As crenças são qualquer verdade que confiamos e nos baseamos, qualquer ponto de vista que assumimos para nós mesmos. Filosofias, ideais, medicinas, religiões e todos os conjuntos de criação humana são baseados em crenças, o que as torna muito importante em nossas vidas. O grande problema é que também criamos as crenças limitantes, que podem nos prejudicar em vários sentidos.

As crenças que nos sabotam, limitam e vitimizam são adquiridas durante a infância, através da educação e condicionamentos que recebemos. A educação baseada no medo e em ameaças, de forma inconsciente, nos faz evitar situações que acreditamos ser mais graves do que de fato são. Este instinto pode ser eficaz para evitar um mal imediato. Porém, com o tempo, nos faz sentir incapazes e inadequados em diversas ocasiões. Por isso, é muito importante policiarmos nossas crenças limitantes e adequá-las à nossa realidade atual e ao que realmente sentimos sobre determinadas coisas.

Muitas informações são internalizadas, moldando e afetando nossa estrutura mental, perspectivas e pensamentos, ou seja, a forma com enxergamos o mundo. A maioria dos dados está em nosso inconsciente e rodam como um programa de fundo, assim como em um computador. Todas as crenças adquiridas podem ter sido úteis em algum momento e talvez ainda sejam, mas boa parte delas ficam ultrapassadas e devem ser descartadas ou atualizadas.

É importante distinguir crença e projeção. Quando praticamos o bem para o outro porque a caridade é a salvação, se trata de uma crença. Mas, quando somos bons com os outros esperando que eles também sejam bons conosco, isso é uma projeção.

Mas afinal, o que são as crenças limitantes? Por que elas nos prejudicam e como podemos identificá-las e transformá-las? Descubra a seguir.

“Nunca seja um escravo dos padrões que plantaram em você”
Augusto Cury

A origem das crenças limitantes

De uma coisa podemos estar certos: todos nós temos crenças limitantes. O que importa é percebê-las, questioná-las e transformar o que não fizer mais sentido. As crenças podem ser ideias que construímos a respeito de nós mesmos, sobre as pessoas e o mundo. Elas são criadas a partir do que vivenciamos e presenciamos, não apenas do que nos foi dito, mas do que sentimos e vemos.

As crenças podem ter origem em diferentes âmbitos como:

  • Popular: “pau que nasce torto”, dizem que nunca se endireita;
  • Social: “o pão que o diabo amassou”, quando alguém está sofrendo e acredita que sua vida está dando errado;
  • Herança: “vocês são todos farinha do mesmo saco”, quando rotulam a pessoa pela sua família ou círculo social;
  • Pessoal: “minhas relações nunca dão certo” ou “eu sempre sou o último a ter reconhecimento”, quando usamos essas frases colocamos a nós mesmos crenças limitantes;
  • Vivência: “eu preciso fazer isso”, “eu tenho que”, essas afirmações têm origem em experiências sociais, pessoais, populares e herdadas. Nos enxergamos sem saída ou sem opções.

Atrás de comportamentos repetitivos sempre há uma crença limitante

Podemos dizer que o que atraímos está de acordo com a nossa intensão. Portanto, fique atento para o direcionamento de suas crenças, onde você deposita a sua energia, pois o que fortalecemos será o que trazemos para nós. Aí está o perigo de nossas crenças limitantes, que todos nós carregamos e que fazem parte da natureza humana. Quando alguma delas passa atrapalhar um fator pessoal ou coletivo, pode trazer sofrimento. Ao acreditar que uma pessoa nunca ganhará dinheiro porque não terminou a escola ou a faculdade ou quando fortalecemos que uma raça é melhor do que a outra, geramos sofrimento e dor. Essas crenças geram desarmonia interna e externa e muitas vezes, não conseguimos mudar com facilidade nosso comportamento. Afinal, atrás de um padrão que se repete, existe uma crença limitante aprofundada.

De forma consciente, desejamos mudar os nossos comportamentos e ações ou amenizar nossas pressões emocionais e críticas. Até buscamos essas mudanças, mas temos dificuldades. Neste momento que as crenças limitantes atuam. Elas interagem com nossas sombras, as questões psicológicas mal resolvidas que influenciam nossas escolhas e a maneira que vemos o mundo. Assim como nossas sombras, as crenças assumem o que não é verdade, limitam nosso poder de ação.


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Identificando as crenças limitantes

Geralmente, identificamos algumas crenças com facilidade. Mas, mesmo estando conscientes de sua existência, não conseguimos deixa-las de lado rapidamente. As crenças funcionam como programas instalados em nossa mente, rodando de forma automática e atuando diretamente no nosso cérebro reptiliano- a parte encefálica mais primitiva, ligada às nossas funções básicas de sobrevivência como fuga e luta. Essa área é responsável por nossos medos, sentimento de escassez e não carrega energias criativas.

Identificar as crenças que nos limitam e tentar sair do modo automático, estando mais consciente no cotidiano, é o melhor caminho. Devemos parar para respirar em alguns momentos e tentar entender os pensamentos e emoções que estão nos guiando. É essencial se perguntar se certos pensamentos e sentimentos são seus originalmente ou se foram absorvidos de seus pais, sociedade ou família. Vá além disso, se pergunte se ainda é válida essa crença. É interessante questionar se é uma lei, uma regra ou se você consegue encontrar exceções.

Busque transformar suas crenças em algo mais positivo. Algumas crenças são muito enraizadas e entrelaçadas e a forma mais efetiva de transformá-las é com calma e paciência. Se for por exemplo, a ideia de que “dinheiro não nasce em árvores”, ao invés de afirmar que dinheiro vem fácil ou que se é rico pense em “sempre tenho dinheiro na carteira”.

Quando estiver mais consciente e perceber que vivemos em um meio repleto de crenças negativas, se dê uma pausa. Seus pensamentos já te afetaram com diversas cargas e você acabou de se dar conta disso. Respire fundo, mude o foco, pense em outras coisas, escute uma música, faça um passeio. Depois que estiver mais calmo, você pode pensar em formas de desconstruir essas crenças.


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Como transformar as crenças limitantes?

Veja abaixo, algumas dicas que podem te ajudar a reconfigurar suas crenças:

  • Repare em todas as vezes que você não acredita de fato no que pensa. Faça essa observação e se pergunte: a quem essa crença pertence? Geralmente, tomamos para nós crenças culturais dos grupos aos quais pertencemos (sociedade, família e amigos). Portanto, vale refletir: e se eu não acreditar mais nisso? Minha consciência e meu mundo vão se expandir?
  • Note sempre a forma adjetiva das coisas. Por exemplo: homens são egoístas, mulheres sofrem preconceito, chuva é ruim, ganhar dinheiro é difícil. Quando esses pensamentos passarem pela sua cabeça, acrescente: este é apenas um ponto de vista, não uma verdade incontestável.
  • Tente desenvolver uma visão mais neutra sobre as situações e coisas, deixando de lado suas opiniões e valores por um instante. Olhe sem preconceitos e veja o que está sendo apresentado sem opiniões pré-formadas a respeito de alguém ou algo.
  • Troque sua crença limitante por alguma afirmação positiva, mesmo que isso pareça impossível no momento. Tente formar frases no presente, livre de limitações. Por exemplo: Neste país está difícil ganhar dinheiro. Troque por algo como: Eu sou próspero em qualquer lugar, eu atraio o dinheiro até mim.

É possível recuperar nosso livre arbítrio e escolher ser diferente. Devemos abrir mão de verdades que não nos pertencem. Assim, expandimos nossa visão sobre o mundo e o nosso poder individual. Escolher se cada dia mais feliz é uma crença nem um pouco limitante.

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