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Cores e Gênero: Rosa para meninas, Azul para meninos – por que?

Cores e Gênero: Rosa para meninas, Azul para meninos – por que?

Quando encontramos uma família com um bebê, ou entramos no quarto de um recém-nascido, costumamos distinguir o sexo do pequeno sem ao menos perguntar aos pais ou procurar pelo brinco na orelha: a cor predominante costuma dizer se é menino ou menina. Mas por que os meninos têm de usar azul e as meninas rosa? As crianças não deveriam poder usar todas as cores? Veja uma reflexão sobre este tema abaixo.

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As cores para meninas e para meninos – e o estereótipo por trás disso

Desde sempre estamos acostumados a ver bebês e crianças do gênero feminino usando a cor rosa em predominância, e os meninos o azul (ou verde, ou amarelo, ou laranja… menos o rosa!). Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que não existe qualquer evidência que confirme a preferência das crianças de cada gênero por essas cores. Várias crianças de ambos os sexos com idades que variavam dos 7 meses de idade até os 5 anos foram testadas quanto a preferência das cores.

Os resultados apontaram que até os 2 anos, as meninas escolhiam objetos e brinquedos das cores mais variadas, não tinham preferência pela cor rosa. Os meninos até os dois anos e meio também seguiam a mesma tendência, optando inclusive por brinquedos na cor rosa.  As crianças com mais de 2 anos de idade já costumavam optar pelas cores de estereótipo (as meninas pelo rosa, os meninos pelo azul) e a pesquisa concluiu que este comportamento é assumido por assimilação. A menina cresce em quartos cor de rosa, em roupas cor de rosa, com brinquedos cor de rosa, o mais natural é que elas passem a assimilar que aquela cor é o ideal para ela. Essa é uma estereotipagem de gênero que prejudica a escolha e a liberdade da criança.


Por que este estereótipo de cor é prejudicial?

Ao estipular às meninas que elas devem preferir o rosa e os meninos devem preferir o azul, está se impondo regras culturais desnecessárias a uma criança, que vem para o mundo livre de qualquer estereótipo. Isso causa desajuste nas crianças, pois se a menina prefere o azul ela vai ir contra os seus instintos por se sentir uma desajustada, afinal “ela é menina e deve gostar de rosa”. Aos meninos, o mesmo, um menino vai se sentir um desajustado se gostar da cor rosa, vai inclusive ser recriminado pelos pais se pedir um brinquedo ou roupa naquela cor.

Outro problema é a limitação: as meninas podem escolher o rosa, talvez o lilás, roxo ou amarelo. Os meninos podem escolher qualquer cor, exceto o rosa. Há aqui uma desigualdade de opções muito grande. Quando vestimos nossos filhos com as cores do estereótipo, estamos enviando uma mensagem errada às crianças: de que há apenas uma maneira de ser um menino e apenas uma maneira de ser uma menina, e isso não é verdade. A criança precisa aprender a beleza da diversidade e da liberdade de escolhas desde muito novo.


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Nem sempre foi assim

Até o início do século XX, não existia essas regras de cor para cada gênero. As crianças e bebês não eram definidas pela cor de roupa que utilizavam, a maioria dos pais vestiam as crianças com as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) independente do seu gênero. Por muito tempo, a moda foi vestir as crianças em tom pastel ou terrosos, bem como em xadrez ou listras, cores e estampas que não estereotipavam a criança. Não havia esta ideia da menina se vestir como princesa cor de rosa com tule e o menino ter roupas masculinas com um caminhão desenhado à frente.


Há pais seguindo a direção contrária

Muitos pais de agora, conscientes do prejuízo que este estereótipo de cores e gêneros nas crianças, estão optando por roupas de cores diversas e que podem vestir tanto um menino quanto uma menina. Estão ficando longe das lojas de departamento e de brinquedos onde tudo das meninas é cor de rosa (e elas só podem brincar de boneca e de casinha) e os meninos são empurrados para a cor azul e brinquedos que aumentem sua masculinidade. A liberdade para ser o que quiserem começa desde muito cedo, assim como a aceitação dos pais.


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Um exemplo prático na sociedade

Uma colunista de um jornal americano escreveu um artigo que mostrava exatamente essa questão que estamos abordando aqui. No texto, ele fala que recebeu um e-mail de um avô que narrava a seguinte história: “Minha filha estava grávida, fez o ultrassom e o exame mostrou que ela teria uma menina. Entretanto, ao nascer foi constatado o erro no exame, e o meu neto é um menino. O quarto do meu neto é todo cor de rosa, os parentes e amigos já haviam dado roupinhas, cobertores e brinquedos todos na cor rosa. Eu não estou incomodado com isso, o quarto é lindo e eu já disse à minha filha que usasse todos os presentes e roupinhas da mesma maneira, mas a minha esposa é contra.”

Para a esposa deste avô, as roupinhas deveriam ser doadas, o quarto pintado às pressas, os brinquedos devolvidos e tudo comprado de novo simplesmente por causa da cor? Tudo que o bebê tem é extremamente funcional e bonito, segundo destacou o avô, então para que trocar? Existe a péssima ideia de que os homens que usam rosa são exclusivamente homossexuais, e deve ser por isso que a avó quer trocar tudo da criança. A cor rosa não vai tornar o menino gay nem o azul o tornaria hétero, caso ele vá ser homossexual. As cores e estereótipos são uma imposição, limitam a liberdade de escolha da criança. Deixem as crianças escolherem as cores, as roupas e viverem a sua infância em plena liberdade.


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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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