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Escolha do companheiro: é uma decisão consciente ou não?

Escolha do companheiro: é uma decisão consciente ou não?

A maior parte das pessoas costuma atrair tipos semelhantes de relacionamentos. Terminam relações e começam outras e parece que vivem sempre os mesmos dilemas. O fato é que amar e ser amado é uma das vivências mais gratificantes que existem. Por outro lado, a falta de afeto ou os relacionamentos que não funcionam causam dor e sofrimento e podem gerar até mesmo transtornos mentais. Você já se perguntou como realiza a escolha do companheiro? Se trata de uma decisão consciente ou não?

Quando iniciamos uma relação, sentimos uma emoção incontrolável. A vida se torna especial, temos confiança e motivação para enfrentar qualquer coisa. Com o passar do tempo e a convivência, surgem divergências e conflitos e começamos a tomar consciência da escolha que fizemos.

A escolha do companheiro parece ser algo completamente espontâneo. Porém, com o tempo, nos questionamos se realmente estávamos conscientes de todos os fatores no momento da decisão. Nenhuma pessoa quer estar equivocada na escolha do companheiro e ainda assim, muitos se decepcionam com a sua própria idealização.

“O amor é um parceiro que persiste na vida dos seres humanos. Cabe cada um ver com a beleza do olhar para poder ver a verdadeira história do seu próprio íntimo”
Joe Wesker

As expectativas na escolha do companheiro

Podemos dizer que na maior parte dos casos, ao fazer a escolha do companheiro, depositamos sem perceber diversas expectativas que se associam ao nosso prazer e bem-estar. Porém, não pensamos em alguns aspectos menos românticos como as diferenças que existem entre as pessoas, as obrigações geradas pelo relacionamento, as formas de lidar com desconfortos, entre outros.

Por conta da ação de diversos mecanismo de nosso inconsciente, esperamos que a outra pessoa cumpra todos os papeis que nós mesmos designamos a ela. Projetamos as nossas necessidades e desejos e esperamos que ele ou ela vá resolver todos os nossos anseios. Com certeza você está negando isso neste momento, mas é assim que funciona na prática.

Podemos fazer uma lista longa do que buscamos em um companheiro. Desejamos que seja bem-sucedido, responsável, amoroso, amigável, tolerante, bem-humorado e que seu físico esteja de acordo com nosso gosto. A lista das expectativas pode ser interminável, mas este não é o fator mais importante. A grande pergunta é: por que continuamos fracassando em nossas escolhas se nossas prioridades são tão claras?

O estado mental e o contexto de vida

Devemos levar em conta o contexto e o estado mental em que estamos no momento da escolha do companheiro. Se estivermos com um grande vazio emocional, existe uma tendência para atribuir qualidades exageradas ao outro, o que gera um grande risco emocional. Essa atitude está ligada a necessidades mal canalizadas e a um medo da solidão, que resultam em uma tentativa falha desde o princípio de formar vínculo com outra pessoa.

Geralmente, o processo de escolha do parceiro se relaciona a um conjunto de emoções inconscientes vindas do relacionamento com nossos pais. Ou seja, da relação que constituímos com eles, principalmente na infância e também do relacionamento entre os mesmos. Isso vai determinar o funcionamento e estrutura mental em nós.

Estaremos marcados por nossos primeiros vínculos durante toda a vida. Os pais que se empenham para que seus filhos desenvolvam a habilidade de pensar e estimulam o seu esforço, assim como o interesse pelo conhecimento, formam filhos saudáveis em fatores afetivos. Enquanto os pais que limitam ou proíbem a busca por conhecimento, a criatividade ou curiosidade, criam crianças que quando adultos vão criar vínculos afetivos construídos no medo, mentira, ódio e inveja.

Como foi a sua criação? Como era o relacionamento entre os seus pais? As respostas destas questões podem te dar indícios sobre a forma que escolhe seus parceiros.


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A experiência adquirida

É importante ressaltar que, no presente, estão surgindo novas formas de se relacionar e de amar. Porém, para o inconsciente a modernidade não existe. Os seres humanos continuam tendo o instinto de vida, de procurar pela união que gera uma vida e proporciona as condições necessárias para construir e criar.

Em termos inconscientes, o passado se faz presente. Ainda demonstra que os seres humanos estabelecem vínculos com a vida, que vão fazê-lo se apoiar nos tipos de relacionamentos de apego que tenham criado com seus pais a partir do seu nascimento. Neste tipo de relacionamento são acrescentados os diferentes graus de intensidade, que se associam com a experiência adquirida. Também será determinante o tipo de instinto, seja de vida ou morte, que prevaleça em ambas as partes.

Todo um conjunto de elementos vai definir quando uma pessoa se sente atraída por outra. Quanto mais você compreender e conhecer os amores de seus primeiros anos de vida, mais saudáveis e livres tendem a ser seus relacionamentos atuais.

Os conflitos nos relacionamentos

As desordens que vivemos em nossos relacionamentos são fruto da confusão que cada um carrega dentro de si. Isso serve não apenas para relacionamentos amorosos, mas para relações no trabalho, família, entre amigos, etc. Nós criamos nosso próprio céu ou inferno. Quando encontramos a paz e calma interior, estamos prontos para a convivência. Portanto, busque se conhecer melhor e estar bem consigo mesmo antes da escolha do companheiro de vida.

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