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Descubra a origem do termo

Descubra a origem do termo "caça às bruxas"

Não há definições claras nos livros de história sobre em que momento se passou a usar o termo “caça às bruxas” e quem teria sido o primeiro a usá-lo. O que sabemos é que o período conhecido como “caça às bruxas” ocorreu entre os séculos XV e XVIII, no continente europeu e em algumas colônias, na América. A série de eventos que ganhou este nome era formada por eventos punitivos de cunho religioso que aconteceram no começo do período moderno.

Estas ondas de perseguição a mulheres eram motivadas pela crença do povo que acreditava que era necessário encontrar e punir àquelas que praticavam (ou supostamente praticavam) rituais exotéricos. As estimativas apontam que podem ter chegado a 100 mil execuções feitas durante a caça às bruxas nos quatro séculos.

A origem da caça às bruxas

O movimento de caça às bruxas começou no sudeste da França e no oeste da Suíça durante a primeira metade do século XV. Ali, no Concílio da Basiléia, estabelecido na cidade suíça de mesmo nome, entre os anos de 1431 e 1437, foi padronizado qual seria o estereótipo da bruxa satânica, o que foi propagado nos futuros julgamentos.

Após o encontro do Conselho, definiu-se que as bruxas malévolas satânicas estariam operando contra a cristandade e isso se espalhou por todo o Sacro Império Romano e pelas áreas adjacentes.


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O reconhecimento das bruxas

No dia 05 de dezembro de 1494, o Papa Inocêncio VIII emitiu o que depois ficou conhecido como a Bula contra os Bruxos. Ele emitiu naquela data a Summis desiderantes affectibus, que nada mais era do que um documento que reconhecia a existência de bruxas e que apoiava que ocorresse a inquisição das que fossem consideradas feiticeiras. Desta forma, ali foi dada pelo Papa a permissão para a caça às bruxas, podendo ser feito o que se julgasse necessário para se livrar delas.

Julgamentos

Milhares de mulheres morreram durante a caça às bruxas e não se sabe ao certo quem deu este nome ao que ocorria naquele período da história humana. Entre os julgamentos mais famosos de bruxaria conhecidos estão os de North Berwick, na Escócia; de Salem, nos Estados Unidos; e de Torsåker, na Suécia.

Além deles, contudo, se destacam também muitos outros julgamentos, como de Fulda (1603-1606), de Trier (1581-1593), de Bamberg (1626-1631) e de Würzburg (1626-1631), além de diversos na Alemanha, que envolveram um grande número de pessoas acusadas de bruxaria.


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Fim da caça às bruxas

Demorou séculos, mas gradualmente os intelectuais da época, sob influência das ideias humanistas, começaram a apresentar uma manifestação contra os julgamentos e crimes que aconteciam. Isso se deu, contudo, apenas no início do século XVIII e muitas mulheres já haviam sido enforcadas, afogadas, mortas na fogueira, entre outras torturas, por acusação de bruxaria.

No ano de 1735 foi aprovada na Grã-Bretanha a Lei de Bruxaria. Ela dizia que a bruxaria deixaria de ser considerada como uma ofensa legal no país e que seriam punidas apenas as práticas de charlatanismo, mas com penas leves.

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