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Confira uma lista de peculiares rituais indígenas

Confira uma lista de peculiares rituais indígenas

Se você pensa que os índios levam uma vida tranquila, em meio a natureza, sem o estresse das cidades, você vai se surpreender com os rituais indígenas. Eles são feitos geralmente em um momento de passagem, como a mudança da adolescência para a vida adulta, ou em uma iniciação, como quando os homens começam a caçar. Veja a lista abaixo com estes rituais indígenas, que são de arrepiar.

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Tradições e rituais indígenas

rituais indígenas

Wysoccan

Um dos rituais indígenas mais chocantes é o de passagem dos homens para a vida adulta. Ele acontece na tribo dos algonquinos, onde garotos são isolados  da aldeia e presos em uma jaula. Nesta jaula, eles são forçados a tomar o wysoccan, uma substância considerada 100 vezes mais forte do que o LSD. O objetivo é fazer com que os meninos esqueçam todas as lembranças da infância, se tornando um homem. Porém, muitos sofrem sérias sequelas como perda da memória, capacidade de fala prejudicada e se esquecem da própria identidade. Aqueles que não se esquecem das lembranças da infância são obrigados a repetir o ritual

Comer seu próprio órgão genital

Este é um dos rituais indígenas dos aborígenes australianos. Eles retiram o prepúcio do pênis de meninos sem anestesia e os obrigam a comer a pele sem mastigar. Depois disso, os jovens devem se ajoelhar em um escudo próximo a uma fogueira. Após o processo de cicatrização da circuncisão, os garotos passam por outro trauma. Cortam seus pênis próximos ao testículo e devem deixar o sangue escorrer em uma fogueira. Para finalizar, precisam sentar e urinar como uma mulher. Este processo é conhecido como um ritual de purificação.

A menarca e o demônio

Um dos rituais indígenas da tribo Tukuna, localizada na Amazônia, isola meninas em sua primeira menstruarão. As garotas ficam 12 semanas em um abrigo anteriormente construído pela família com esta finalidade. Eles acreditam que neste momento da vida, as meninas estão em perigo pela aproximação de um demônio que se chama Noo. Uma das formas de se proteger deste demônio é permanecer com o corpo todo pintado de preto por dois dias. Depois disso, no terceiro dia, a moça pode sair do abrigo e a aldeia comemora e dança até o amanhecer. A garota ganha uma lança de fogo para atirar contra o demônio, depois disso, estará livre.


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Iniciação da caça

Na floresta amazônica do Brasil, um dos rituais indígenas realizados pela tribo Matis é um teste com os garotos para descobrir se estão aptos a participar da caçada com os homens. É aplicado um veneno diretamente nos olhos dos meninos, a justificativa é que isso pode melhorar a visão e aguçar os sentidos. Logo após, eles são chicoteados e espancados, e aplicam o veneno de um sapo da região nas feridas. O objetivo é aumentar a resistência e força dos garotos, que passam por enjoos, vômito e diarreia.

Para afastar espíritos do mar

Uma tribo da Nigéria, chama um de seus rituais indígenas de Iria. Ele é feito com meninas de 14 a 16 anos, que são confinadas em um abrigo onde comem alimentos hipercalóricos até engordar. Além disso, elas cantam diversas canções tradicionais do ritual. A tribo, que se chama Okirika, crê que as moças possuem ligações amorosas com espíritos do mar. As músicas  devem ser cantadas por elas para afastar estas entidades antes de casar. Para finalizar o ritual, as garotas caminham no mar com uma mulher mais velha da tribo para serem levadas para longe dos espíritos.

Saltos mortais

Este é um ritual para exibir a masculinidade para os deuses e para as mulheres. Com apenas 7 ou 8 anos, meninos da tribo Vanuatu saltam amarrados pelos tornozelos com cipós de uma torre de aproximadamente 30 metros de altura. Estes saltos podem chegar a uma velocidade de 72 quilômetros por hora. Os garotos que recebem mais prestígio são aqueles que finalizam o salto com a cabeça bem próxima ao chão. Muitos acidentes acontecem, porque o cipó não tem elasticidade e muitas vezes o tamanho da corda não é bem calculado.


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Ritual da dor

Em uma tribo da Amazônia, a Satere-Mawe, um dos rituais indígenas praticados para provar a masculinidade dos meninos causa muita dor. Eles são forçados a colocar uma luva lotada de formigas-bala. A dor é tão intensa que, como parâmetro de comparação, a picada é 20 vezes mais forte do que a de uma vespa. Os garotos precisam dançar dez minutos com a luva para completar o ritual. Eles não podem chorar, nem demonstrar que estão sentindo dor. Como consequência, muitos têm convulsões e dores que duram dias seguidos.

O ritual da morte

O ritual da morte pode durar até três meses para os índios Bororo. Isso é necessário para que haja total decomposição da carne do defunto. Em um local no pátio da aldeia, é cavado um buraco raso, onde é depositado o corpo do cadáver. Os índios regam o corpo diariamente para acelerar a decomposição. O ritual também envolve muitas festas, com danças, comidas e teatro. Quando se passam três meses, acontece a exumação do corpo e o mesmo é levado ao rio. Lá, eles lavam e limpam todos os ossos e levam de volta para aldeia para serem pintados. Em um local do rio chamado “morada das almas”, eles afundam os ossos dentro de uma cesta e prendem um pau que fica com a ponta fora da água.


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