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Ouvir conselhos é bom ou é perigoso? Veja uma reflexão sobre o assunto

Ouvir conselhos é bom ou é perigoso? Veja uma reflexão sobre o assunto

Existe um ditado que diz “Se conselho fosse bom, era vendido e não dado”. Você concorda com esse ditado? Há também outro ditado que diz o contrário: “Quem não ouve conselho, ouve coitado”. Acha que os conselhos são bons ou perigosos? Veja uma reflexão sobre esse assunto e saiba quando é bom ou não segui-los.

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Conselhos – quando segui-los?

Em momentos de grande dúvida ou de angústia, tudo o que mais queremos é dividir o que estamos pensando com alguém e saber a sua opinião sobre o assunto, pedir uma luz, uma saída, uma segunda opinião. Uma coisa é certa: dividir uma dúvida ou algo que está nos angustiando é algo perfeitamente saudável. É, na verdade, um grande alívio.

Quando compartilhamos a nossa questão com uma pessoa da nossa confiança, conseguimos racionalizar melhor, ordenar os fatos, selecionar importâncias, colocar para fora tudo aquilo que nos angustia, a sensação de alívio e de conforto é imediata. Mas o que acontece no fim desta conversa? Normalmente perguntamos “ o que você acha que eu devo fazer?” ou “o que você acha sobre isso?” ou ainda “Acha que eu estou exagerando?”. A questão é delicada, depende tanto do assunto que iremos tratar, quanto da pessoa que iremos consultar.


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Os conselhos devem ser pedidos à pessoas que não se envolvem emocionalmente com o assunto

Você tem alguém que confia muito e que considera um bom conselheiro? Então você é uma pessoa de sorte. Um bom conselheiro é alguém que consegue ouvir a nossa história, analisar os dois lados da questão, e não ser tendencioso a nos dar razão simplesmente para nos agradar.

Algumas pessoas são muito queridas mas não têm coragem de dizer o que realmente pensam pois querem nos ajudar, nos agradar, têm medo de desaprovar as nossas ideias e nos magoar. Ao invés de nos ajudar, elas acabam nos deixando ainda mais em cima do muro. Um bom conselheiro nos abre os olhos, nos mostra o ponto de vista de alguém de fora, nos dá força para seguir em frente quando estamos corretos e põe a mão no nosso peito e diz “pare” quando vê que estamos fazendo uma enorme besteira.


É preciso ouvir conselhos, mas não seguir os medos

O que queremos dizer com este título? O que acontece com muita frequência: às vezes estamos com uma ideia emocionante, um impulso brilhante e queremos compartilhar esse fervor que mora dentro do nosso peito com alguém. Se esse alguém é muito inseguro, medroso e é uma pessoa que se arrisca muito pouco, ele vai te colocar um monte de medos.

Te mostrar tudo o que poderia dar errado em seus planos, colocar mil poréns, te mostrar as diversas consequências negativas dessa sua decisão ou pensamento. Mas e o lado bom? O inseguro não vê o lado bom de um risco, ele preza sempre pela segurança, pelo estável. De medos, já bastam os que carregamos conosco. Jamais peça conselhos a uma pessoa para que ela te dê um banho de água fria. As vezes é preciso chamar as pessoas à realidade, é verdade, nem tudo é um mar de rosas, mas não encha sua cabeça com mais dúvidas e receios de pessoas inseguras.


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Os nossos pais são sempre bons conselheiros?

Nem sempre. É claro que os nossos pais sempre querem o nosso bem, e muitas vezes pensam mais nos filhos do que neles próprios. Entretanto, os pais podem ter mentalidade diferente dos filhos, viveram em gerações diferentes, tiveram criações diferentes, sonhos diferentes. É natural que eles tenham medo do que o mundo pode fazer com os seus filhos, dos riscos que os podem colocar. Há outro risco presente em pedir conselhos aos pais é: não segui-los.

Muitas vezes pedimos os conselhos, vemos que aquilo não é exatamente o que queremos para nós e optamos por não seguir. Alguns pais podem ficar chateados com essa decisão de não segui-los, apesar de toda a sua experiência de vida, muitos infelizmente sentem-se inúteis, mesmo que a questão não seja essa. E se por acaso você não seguir o conselho de seus pais e eles estiverem certos e você der com a cara no muro, vai ouvir um doloroso “Eu avisei!”. Por isso, pense bem antes de pedir conselhos aos seus queridos pais.


Todo mundo erra, portanto um conselho pode estar errado ou certo

É humano errar, todos comentem erros, e um conselho pode estar equivocado mesmo que a pessoa conselheira seja o mais imparcial possível, mesmo que ela não se envolva emocionalmente, mesmo que ela só nos queira bem e seja sincera. Um conselho é sempre um tiro no escuro, uma aposta, um modo de pensar sobre uma situação que pode ou não estar correto. Se alguém te deu um conselho e a situação deu errado, não quer dizer exatamente que a pessoa é uma má conselheira e que você não deva seguir seus conselhos nunca mais. O contrário é igualmente verdade, se uma pessoa que te deu um conselheiro certeiro uma vez não quer dizer que ela vá acertar sempre.


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Dicas para escolher um bom conselheiro

Um bom conselheiro é um bom ouvinte. Um bom ouvinte te ouve sem julgamentos e te ajuda a colocar as ideias no lugar. Veja as dicas de como escolher um bom conselheiro:

  • Escolha uma pessoa que te conheça muito bem, que entenda a sua forma de pensar, que entenda como você foi criado, porque você pensa dessa maneira, como é o seu histórico de vida para entender os seus anseios e medos.
  • Escolha alguém que pense parecido com você. Essa pessoa pode ser da sua idade ou de idade muito diferente, desde que pense de forma parecida, tenha vontades parecidas, que não vá entrar em combate com você pela sua questão. Uma pessoa que não vá te encher de medos e receios que pertencem à ela e não a você.
  • Escolha alguém que não vá te julgar pela forma como você pensa ou pela situação que você vai expor. Há pessoas boas,que têm qualidades para ser um bom conselheiro mas que pensam de maneira mais fechada, que irão fazer julgamentos de sua moral, de seus costumes, de acordo com as crenças dela. Evite julgamentos desnecessários que irão te trazer mais mágoas do que ajuda.
  • Escolha alguém que te exponha caminhos, não alguém que te aponte a direção a seguir. Essa talvez seja a melhor dica de todo este artigo. Se uma pessoa te diz que você TEM que fazer algo, especialmente se for algo que você não quer, não é um conselheiro, é um ditador de atitudes. Quando você busca um conselho, está buscando uma opinião, um ponto de vista, não uma pessoa para mandar em seu destino. Por isso, um bom conselheiro é aquele que te abre os olhos para as consequências, benefícios e malefícios de cada decisão e que no máximo diga: “se eu estivesse em seu lugar, escolheria…”. Essa é uma frase boa para se definir se a pessoa é ou não um bom conselheiro, pois significa que ele se colocou em seu lugar, e essa é a melhor forma de aconselhar:colocando-se no seu lugar.

Um conselho pode ser bom, como também pode ser muito perigoso. Por isso é muito importante saber para quem estamos pedindo um conselho, pois as ideias e opiniões que a pessoa nos dá pode mudar por completo o nosso ponto de vista sobre a nossa questão, e isso é irreversível. Na dúvida, procure ser orientado por alguém espiritualmente elevado, para pessoas evoluídas, com boa visão de mundo, que consegue ver além das barreiras e estereótipos da nossa sociedade. Elas podem nos ouvir sem nos julgar, e isso já é um bom começo.


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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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