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O culto às imagens e estátuas na Umbanda

O culto às imagens e estátuas na Umbanda

Diversas religiões utilizam o culto às imagens como uma forma de louvor, e na Umbanda não é diferente. A nossa religião afro-brasileira utiliza do sincretismo religioso para louvar os mais diversos deuses, orixás e entidades que fazem parte da crença. Veja a importância dessas estátuas para a Umbanda.

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Por que a Umbanda utiliza estátuas?

O culto às estátuas e imagens faz parte de uma necessidade humana. Nós somos seres muito visuais, muitas vezes precisamos ver para crer, por isso, para alimentar a nossa fé, ver a entidade em nossa frente facilita a nossa conexão com ela. É mais claro para nós orarmos e louvarmos uma estátua que representa a entidade que pretendemos alcançar do que simplesmente saber que ela está presente, mesmo que nós não consigamos visualizá-la. Por isso, a materialização dos santos, entidades, orixás e tudo aquilo que é cultuado na Umbanda é uma forma de fortalecer a nossa fé.


A representação é fiel?

É difícil afirmar isso, pois as imagens são compostas – tanto na Umbanda quanto nas demais religiões – a partir de relatos de pessoas que os visualizaram, por isso está sujeita à descrição e à avaliação desta pessoa. Por isso mesmo que encontramos imagens com diferenças na representação. Mas isso não é importante para a Umbanda, importante é o que aquela imagem representa. Ter o nosso orixá ou guia mentor representado fisicamente em nossa frente nos ajuda nos ajuda nos trabalhos espirituais, eles criam em nós uma conexão mais forte e verdadeira com as nossas entidades.


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São como retratos de parentes queridos

Sabe quando você olha para uma fotografia em sua estante e tem lá um ente querido que você adora? No mesmo momento nos lembramos da sua presença e isso traz conforto, saudade, nostalgia, amor, tudo a partir daquela lembrança positiva causada pelo retrato. As imagens e estátuas são semelhantes à fotografia, vê-las em nossa frente nos dá força e esperança para viver mais um dia, para enfrentar os obstáculos que a vida nos impõe, ao ver a nossa entidade em nossa frente nos sentimos amparados, sentimos que não estamos sozinhos nas nossas batalhas diárias. As imagens e estátuas nos ensinam muito, com elas abrimos o nosso coração como se estivéssemos realmente diante da nossa entidade de louvor.

Por isso, antes de mais nada, as imagens na Umbanda são uma poderosa ferramenta para nos conectarmos à nossa fé.


Mas isso não configura idolatria?

Essa é uma confusão comum e muitas pessoas criticam a Umbanda por isso, ao achar que que os umbandistas idolatram as imagens, mas essa é uma ideia errada. A idolatria é quando a pessoa acredita que a imagem em sua frente é realmente o guia ou entidade que ela acredita, significa reconhecer na imagem a própria divindade, atribuindo a ela poderes. Na Umbanda, os fiéis são orientados a orar sabendo que as imagens e estátuas são apenas objetos de representação feitos pelas mãos de artesãos ou fabricantes de artigos religiosos. Nenhum umbandista esclarecido acredita que as divindades “moram” dentro da estátua e mantêm seus congás (os altares religiosos da Umbanda) como uma forma de respeito e veneração. Portanto, as imagens na Umbanda são uma fonte de inspiração e fortalecimento da fé e não uma idolatria.


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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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