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Cigano Rochiel - o cigano que reconheceu Sara

Cigano Rochiel - o cigano que reconheceu Sara

A história do Cigano Rochiel

Pouco se sabe sobre a história deste misterioso cigano. Sabe-se que ele pertenceu ao grupo liderado pelo Cigano Bóris, o ancião. Rochiel era um homem de pele clara, olhos grandes e negros, e estava sempre vestido com calças pretas, blusa branca, um colete vermelho de veludo, com uma faixa vermelha na cintura e um lenço vermelho na cabeça. Diferentemente dos demais ciganos, ele não gostava de muitos adereços como anéis e colares, mas nunca dispensava o seu lenço na cabeça e a faixa da cintura. A lenda diz que ele foi determinante na identificação da cigana Sara, filha de sua irmã perdida Liliaq.

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A lenda da Cigana Sara - do livro Mistérios do Povo Cigano

Diz a lenda que o acampamento onde Rochiel vivia estava assente em Santa Cruz, na Bolívia, quando uma bela moça aproximou-se do grupo. Conchita a recebeu e perguntou o que ela ali fazia. Ela respondeu que viajava para tentar ganhar a vida, ganhar dinheiro e enviar para a sua família. Conchita simpatizou-se muito com a menina de fala mansa e olhos doces, e a semelhança dela com o restante do grupo a deixou intrigada, perguntando: “Você é minha irmã?”. A moça ficou espantada e perguntou o porquê daquela pergunta. Conchita explicou que a irmã dela havia fugido aos 17 anos para casar-se com um homem não-cigano. A moça parecia-se muito com a sua irmã, mas que não poderia ser pois sua irmã nesta altura já deveria ter 37 anos. A menina ficou surpresa, disse que sua mãe tem 37 anos, que elas se parecem muito e que ninguém nunca soube nada sobre a família de sua mãe. Conchita resolveu abrigar a moça no acampamento, e foi falar com o cigano Bóris. O cigano Bóris não gostava de ver nenhum desconhecido no acampamento, mas como Conchita insistiu que a moça poderia mesmo ser filha da sua irmã perdida, ele deixou que ela passasse a noite.

No dia seguinte, o grupo seguiria para Cochabamba. Lá, armaram as tendas, fizeram uma fogueira e reuniram-se ao redor. Bóris então questiona a forasteira qual era o seu nome. Ela diz charmar-se Sara Rodrigues, pois sua mãe era devota de Santa Sara. Rochiel estava próximo e ouviu a conversa. Lembrou-se imediatamente que sua irmã fugida, Liliaq, tinha ido atrás de um homem chamado Ricardo Rodrigues, o mesmo sobrenome da forasteira. Então ele perguntou:

-Sua mãe usa na orelha direita uma bolinha como se fosse um brinco?

-Sim! - respondeu a menina

- Sua mãe gosta de se sentar em cima das pernas desta maneira?- questionou Rochiel.

-Sim, você conhece a minha mãe? - perguntou emocionada a menina Sara.

- Você tem irmãos? Quais são os nomes? - perguntou Rochiel

-Sim, tenho 5 irmãos. Eu sou a mais velha, o segundo é Ricardo, a terceira é Conchita, os dois próximos são gêmeos, chamam Killiaq e Liliaq, a sexta irmã chama Elizabette.

Todos já estavam emocionados neste momento. A menina era mesmo filha de Liliaq, sua irmã fugida. E ela havia dado aos seus filhos os mesmos nomes dos seus irmãos! Conchita disse:

-Você é filha de minha irmã Lilliaq, que deixou o acampamento com o seu pai Ricardo Rodrigues. Sou sua tia; Bóris, Rochiel, e Killiaq são seus tios e sua mãe é gêmea de Killiaq.

Foi uma comoção geral. Sara falou que sua família vivia no Brasil e que desde que o seu pai morrera eles começaram a passar dificuldades. Sara foi abraçada pela tribo, que sugeriu que ela fosse buscar a sua família para voltar a viver com o grupo.

Ao chegar no Brasil, Sara contou à mãe toda a história. Então, a mãe, Sara, e os 3 filhos mais novos foram de encontro à tribo. Ricardo e Conchita ficaram no Brasil, pois já haviam se casado e seguiam a sua vida de forma não cigana. Eles foram muito bem recebidos pela tribo. Ao chegar, Killiaq disse à sua irmã gêmea: “Eu a perdoo por ter-nos deixado. Somos filhos do vento e ele sempre traz o que levou”.


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Magia para o cigano Rochiel

Você vai precisar de:

  • 1 melão grande
  • 1 maço de hortelã miúda
  • 11 moedas atuais (de qualquer valor)
  • 11 velas brancas
  • 1 prato de papelão prateado
  • 1 porção de açúcar cristal

Como fazer:

Em uma noite de lua cheia, leve todo o material para próximo de um bambuzal. Coloque o prato logo embaixo do bambu. Corte o melão, como se fosse fazer uma tampa nele, e reserve. Faça uma rodinha com o hortelã no centro do prato e coloque o melão no meio. Passe as moedas pelo seu corpo e jogue dentro do melão. Coloque o açúcar por cima de tudo e tampe o melão com a parte retirada anteriormente. Acenda as velas ao lado do prato e peça ao cigano Rochiel que abra os seus caminhos.


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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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