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Por que vemos vultos? E por que eles somem quando olhamos?

Por que vemos vultos? E por que eles somem quando olhamos?

Grande parte das pessoas já teve a sensação de ver um vulto, ou de fato viu realmente uma sombra passando rapidamente perto de si. Normalmente levamos um grande susto! E, quando olhamos de novo, não tem mais nada ali.

Porque será que vemos esses vultos? Eles são reais ou coisa da nossa cabeça?

Mediunidade e os vultos

Normalmente essas “aparições” acontecem no campo periférico da nossa visão. Em segundos vemos algo se mexendo, e, quando olhamos diretamente, não tem nada ali. E ficamos confusos. Será que vi algo mesmo? Ou será que foi só impressão, um jogo de luzes, uma sombra externa que refletiu ali?

“A alma é um olho sem pálpebra”
Victor Hugo

Sabemos que todas as pessoas têm mediunidade, ou seja, a capacidade de perceber o universo espiritual. De forma mais intensa e aflorada, ou ainda adormecida, essa habilidade nasce conosco e, conforme vamos nos desenvolvendo, ela também se desenvolve. E, além disso, parte do mundo dos espíritos que pensamos estar muito distante, talvez em outra dimensão, acontece bem aqui e coexiste com a materialidade. A este “mundo”, chamamos umbral. Existem, é claro, outras dimensões, se é que podemos chamá-las assim, mas o espaço físico ao nosso redor aqui mesmo na matéria tem muitos espíritos.

Assim, não é difícil que você esteja, até mesmo enquanto lê esse artigo, rodeado de espíritos. Eles podem ser mentores, amigos espirituais, obsessores, enfim, eles estão ao nosso redor independente das intenções e natureza espiritual que tenham. E, de vez em quando, conseguimos captar algum deles.


Clique Aqui: Depressão pode ser sinal de mediunidade


Os olhos humanos

Dito isso, vamos entender melhor como funciona a visão humana: ela se divide em partes, e, em resumo, podemos dizer que temos a visão periférica e a visão focal. A visão focal é aquela que nos possibilita ver com clareza quando focamos a nossa atenção em algo. Essa visão focada é totalmente voltada para o que é perceptível, acostumada a ver o que é material pois é dessa forma que ela é condicionada desde o nosso nascimento.

Já a visão periférica, funciona diferente. Ela não tem esse condicionamento material do foco, portanto está mais “aberta”. Nesse sentido, a visão periférica está mais propícia a captar os movimentos e presenças do universo espiritual. Por isso, não pense que é coisa da sua cabeça! Se você viu, realmente algo estava lá. Mas não se assuste, porque o fato de não vermos uma forma definida não significa que o ser que estava ali seja ruim, denso ou negativo. Pelo contrário! Pode ser até o seu mentor ou alguém querido.

Como a mediunidade não é ostensiva, só conseguimos captar uma “forma” com a visão periférica. E é por isso que ela some quando olhamos novamente, pois a visão focal não está preparada para enxergar o que extrapola a matéria.


Aprofundando a sensibilidade

Quando acontecer essa experiência de ver um vulto, tente observar o que estava acontecendo no momento, onde estava seu pensamento e a natureza dos seus sentimentos. Através dessa análise fica um pouco mais fácil de tentar compreender este ser espiritual que passou por ali. Pode ser um sinal sutil espiritual, um olá de um ente querido, uma resposta afirmativa para algo, como uma benção, um sinal verde. Pode ser a resposta que você procura.

“Mediunidade nos aproxima da luz quanto das trevas. Se sabe ser médium, cuidado com seus pensamentos e atitudes. Luz atrai luz, escuridão atrai escuridão”
Swami Paatra Shankara

E se, por acaso, a sensação que você sentir quando o vulto aparecer for muito ruim, como, por exemplo. um frio na espinha, uma queda na energia do ambiente, uma dor de cabeça que surge do nada, pode ser que aquele ser tenha mesmo deixado a energia carregada. Especialmente se você sentir muito medo. Nem sempre é fácil identificar essa emoções, pois nossa primeira reação é de susto! O coração já dispara, especialmente se for durante a noite. Mas isso é susto, não medo. Não é negativo. Caso você sinta mesmo uma vibração mais densa, reze um pai nosso e chame mentalmente seu mentor para ajudar a proteger o ambiente.

Quanto mais voltamos a nossa atenção para o sutil e espiritual, mais nos conectamos com eles e vemos a mágica acontecer. Funciona como uma academia: quanto mais você se exercita, mais forte fica. Com a espiritualidade é a mesma coisa! Quanto mais você se habitua a prestar atenção aos pequenos sinais, quanto mais você interage com esse universo, mais claras as mensagens vão ficando e mais aberta essa comunicação se torna.

Nesse processo você vai exercitando seus “músculos espirituais, desenvolvendo cada vez mais sua mediunidade e utilizando ela para direcionar sua vida e alinhá-la com a luz e os propósitos divinos. Basta querer. Quanto mais você buscar, mais as respostas que você procura vão aparecer das mais variadas formas! Um livro que chega até você, uma frase em um filme, uma música que toca quando você sintoniza uma estação, uma resposta que vem pela boca de um amigo ou familiar, sonhos, números que se repetem… Até mesmo a experiência de ver um vulto. São muitas as formas que a espiritualidade tem de nos enviar mensagens e quando aprendemos a captá-las, a vida fica muito mais cheia de sentido e nos tornamos mais seguros inclusive. Pois vamos vendo que realmente estamos sendo ouvidos e nunca estivemos sozinhos. Estamos sempre acompanhados e todos os nossos anseios são ouvidos.


Saiba mais :

Guta Monteiro Guta Monteiro

Apaixonada por filosofia e literatura, é formada em publicidade e estuda espiritualidade desde criança. Buscadora incansável dos mistérios da vida, adora compartilhar ideias sobre Deus e as forças que movem o universo, para ajudar no seu próprio despertar e no encontro com poder divino que existe em nós. Usa a espiritualidade para crescer e ajudar a crescer aos demais e sonha com um mundo feito de igualdade, fraternidade, liberdade e amor.