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Lei da Sintonia de Vibrações: muito mais que atração

Lei da Sintonia de Vibrações: muito mais que atração

Ouvimos muito que as energias tendem a se afinizar, no sentido de que elas se alinham, se harmonizam e se atraem de acordo com a frequência que possuem. Grosso modo, amor atrai amor, ódio atrai ódio e luz atrai mais luz. Mas, mais do que isso, esse mecanismo é uma lei divina, uma força inquebrável construída pelo criador sobre a influência da qual tudo acontece.

“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”
Teilhard de Chardin

Para que a matéria exista e coexista com o espiritual, os infinitos mundos e dimensões de evolução, são necessárias algumas leis naturais como a gravidade, por exemplo. A Lei da Sintonia de Vibrações contém a conhecida Lei da Atração dentro dela, mas é muito maior do que ela, pois, diz respeito não só a relação dos nossos anseios e desejos com o Universo, mas a toda a nossa condição espiritual. É ela que nos permite atrair bens materiais, realizar desejos, nos sentir aconchegados em um determinado local ou ter uma experiência ruim em outro. Ela nos aproxima de quem se afiniza com nossa vibração e afasta dos que podem nos ferir espiritualmente. A relação que temos com os objetos também passa pela lógica do mecanismo da Lei da Sintonia de Vibrações e ela pode determinar, inclusive, para qual dimensão você é atraído após o desencarne. Mais do que atração energética, ela trata da lógica da relação que estabelecemos com toda a matéria, o mundo astral e da nossa própria condição enquanto espíritos.

O que é a Lei da Sintonia de Vibrações

Tudo que existe na matéria têm uma vibração. Aliás, as últimas descobertas da física quântica mostram que a matéria não existe. Pois é. No mundo quântico, não existe matéria. Tudo que pensamos ser sólido, quando conseguimos avaliar em termos quânticos, na verdade não é. O resultado final é sempre energia, nuvens de átomos interagindo com nuvens de átomos. E isso serve para nós, para os objetos, a natureza… Tudo. Absolutamente tudo que existe e parece sólido, é, na verdade, um acúmulo energético. Logo, essa energia da qual tudo é feito interage com a nossa energia. É clichê, mas dizer que somos todos (na verdade, tudo!) um só, é a mais pura verdade.

A Lei da Sintonia de Vibrações é uma realidade assim como a gravidade. Não a vemos, mas ela sustenta os planetas no espaço. Nos caso das energias, a lógica que a interação entre elas obedece é uma das formas que Deus usou para expressar ordem no mundo e fazer com que tudo funcione conectado, por um propósito e de forma inteligente. A Lei da Sintonia de Vibrações é uma lei divina que determina que as energias interagem melhor ou pior de acordo com a frequência de vibração que possuem. Daí vem a ideia de que podemos atrair abundância, prosperidade e materializar nossos sonhos. Mas isso é só uma parte muito pequena do que significa estar conectado com o mundo e atraindo ou repelindo coisas e situações de acordo com nossos pensamentos e vibração.


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O que acontece depois do nosso desencarne

A Lei da Sintonia de Vibrações também indica o que nos acontece e a forma como lidamos com o momento em que nos percebemos mortos, determinando também qual a dimensão evolutiva para a qual seremos atraídos. De maneira simples, basta imaginar que cada dimensão possui uma vibração, e que só podemos acessar determinados espaços quando estamos vibrando em sintonia com aquela frequência. Veja o filme Nosso Lar: André Luiz desencarna e acorda em uma colônia espiritual chamada Nossa Lar. Mas ela não é o “céu”, para onde todos vão; ela é uma das muitas colônias que ficam em uma determinada zona dimensional. Um exemplo disso é que a própria mãe de André Luiz estava “morando” em um outro lugar que não era acessível para André Luiz. Em contrapartida, a mãe dele conseguia entrar e sair do Nosso Lar. André Luiz foi “atraído” para o Nosso Lar em função da vibração espiritual que ele possuía, e isso inclui o karma, inclui as crenças, a lucidez conquistada em vida, os méritos, os erros, qualidade dos pensamentos que cultivava… Enfim, uma gama de fatores imensa determina a nossa faixa vibratória geral, que podemos chamar de nível de expansão da consciência. E dependendo desse nível de consciência, somos levados a lugares específicos depois que morremos, afetando diretamente também o entendimento que vamos ter da condição espiritual imposta pela morte.

“Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza”
Allan Kardec

Imagine um acidente de avião, onde pessoas totalmente diferentes estavam a bordo quando um terrível acidente acontece. Imagine que entre os passageiros, existem católicos, espíritas, judeus, evangélicos, muçulmanos e ateus. Cai o avião e todos morrem. Será que todos enxergam a mesma cena? Será que todos processam o que aconteceu (e o que vai acontecer a seguir) da mesma forma? Provavelmente que não. Um evangélico estaria esperando Jesus e ficaria apavorado com qualquer outro espírito, assim como o católico. Um muçulmano se espantaria com a ausência do profeta e das virgens. Um ateu talvez não percebesse que morreu, pois, como se sente vivo e não concebia essa possibilidade em vida, ficaria muito confuso apesar da cena apocalíptica. Talvez um espírita ou esotérico conseguiria perceber que morreu e chamaria pela ajuda dos mentores. E cada um deles iria para um lugar diferente, uma colônia diferente. Nosso Lar não tem uma vibração e a narrativa que afiniza com um muçulmano, por exemplo. Existem diversas colônias em diversas dimensões, e o nosso “céu” logo após a morte depende totalmente da Lei da Sintonia de Vibrações.


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Como usar a lei ao seu favor

Uma vez que entendemos que tudo é vibração e que as energias interagem, se influenciam e atraem, percebemos o quanto é importante manter a nossa faixa energética o mais elevada possível. Não só porque desejamos a prosperidade, ou um novo emprego, mas porque queremos ser o melhor possível, extrair o máximo de crescimento da experiência de encarnação atual e desejamos evoluir profundamente. Quanto mais estudamos e praticamos, mais conectados estamos com o divino e mais as portas da dimensão astral se abrem para nós. Como consequência vêm as bênçãos, muitas respostas, revelações, lições, conforto, conhecimento, enfim, uma relação muito mais estreita se forma com o cosmos e muito voltada para nosso crescimento e despertar.

“Quando o nosso coração se abre para a vibração suave do teor do nosso espírito e da nossa consciência, a vida se enche de luz”
Luiz Gasparetto

Gratidão, aceitação e questionamento fazem parte da fórmula mágica do despertar. Ser grato por tudo que acontece, especialmente o que é difícil de aceitar. Tudo está ensinando algo, mesmo que seja sua lição final. Aceitar com resiliência as adversidades e o curso da vida é uma das maiores virtudes que podemos conquistar. Por fim, questionar é sinônimo de aprender. Quanto mais queremos saber, quanto mais perguntas fazemos, mais vamos buscar pelas repostas e mais despertamos a mente. Na teoria, esse exercício contínuo já tem um efeito avassalador, mas, na prática, pode ser ainda mais poderoso. Isso significa buscar entender o porque você está em uma situação, porque está passando por determinada coisa ou não está conseguindo algo que deseja muito. Tudo tem um propósito, uma lição, e quanto mais rápido compreendemos qual parte de nós é afetada por uma situação e como devemos fortalecer determinada característica, mais rápido evoluímos e sutilizamos a nossa vibração.
Exercícios que aumentam a faixa vibratória

A vida tem altos e baixos e somos todos humanos, ou seja, tem certas situações que vão mesmo baixar a nossa energia. A jogada é saber perceber essas situações e trabalhar durante esses momentos para não deixar a frequência cair. De qualquer forma, passando por dificuldades ou não, tem algumas práticas incríveis que estão disponíveis para nós, justamente para nos auxiliar na jornada evolutiva.

“A vida espiritual é uma questão de desenvolver os significados”
Deepak Chopra

São bem conhecidas, mas nem todos dão a devida importância a elas. A meditação é a primeira que devo citar, pois, é uma das mais poderosas e não tem custo algum, basta parar e meditar. Não importa o tipo de meditação, o tempo, se é voltada para algum propósito ou só para relaxamento, toda as vezes que meditamos estando forçando o cérebro, as ondas que ele produz e todos os nossos chakras a funcionarem de forma espiritual. Esses momentos também são canais por onde os mentores espirituais conseguem enviar um passe, uma intuição, uma sensação. Todas as faculdades mediúnicas são ativadas além das sensações físicas de relaxamento e bem-estar.

Para complementar, a yoga. Mas não como uma sequência de posições que relaxam e tonificam o corpo, mas como uma filosofia de vida que envolve também o estudo da teoria. A yoga era uma prática usada pelos mestres antigos do oriente para atingir a iluminação, tamanho é o seu poder de despertar o espírito. Seja qual for a yoga que você escolha praticar, ela vai ajudar a manter sua vibração espiritual mais elevada e protegida.

Por fim, e aliado a prática de yoga e meditação, temos a respiração. Saber respirar pode até curar doenças. E muitas técnicas ensinadas servem para atingir níveis de consciência diferenciados, para relaxar, para trabalhar a mediunidade e manter o bem-estar físico. A forma como respiramos pode mudar totalmente a nossa vibração, tanto é que são muito usadas para quem tem síndrome do pânico para ajudar a controlar as crises. O efeito de uma respiração correta é imediato.


Saiba mais :

Guta Monteiro Guta Monteiro

Apaixonada por filosofia e literatura, é formada em publicidade e estuda espiritualidade desde criança. Buscadora incansável dos mistérios da vida, adora compartilhar ideias sobre Deus e as forças que movem o universo, para ajudar no seu próprio despertar e no encontro com poder divino que existe em nós. Usa a espiritualidade para crescer e ajudar a crescer aos demais e sonha com um mundo feito de igualdade, fraternidade, liberdade e amor.