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Reflexão: você vive tentando resolver os problemas dos outros?

Reflexão: você vive tentando resolver os problemas dos outros?

Se a sua resposta para essa reflexão foi SIM, saiba que isso pode estar te fazendo muito mal. Entenda como ajudar a resolver os problemas dos outros sem se prejudicar.

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Resolver os problemas dos outros: “Eu vejo os problemas dos outros como meus”

Nós do WeMystic já perdemos as contas quantas vezes conversamos com os nossos leitores e ouvimos frases como essa. Por isso, resolvemos escrever essa reflexão para tentar ajudar a todos que se vêm nesse papel: de tentar resolver todos os problemas do mundo.


É preciso ter filtro

Ao tentar resolver os problemas dos outros acabamos absorvendo fardos e cargas energéticas que não são nossas. É claro que, como pessoas generosas, desejamos ajudar aqueles que amamos. Um problema do irmão, uma mão amiga para o marido/esposa, um auxílio para o filho, um conselho para a vizinha. É bom ouvir os outros desabafar e tentar ajudar, dar um conselho, uma luz para quem está em um momento difícil, mas é preciso ter filtro.

Como assim? Simples, os problemas dos outros pertencem aos outros, não cabe a você mudar a sua vida, sua rotina, seus pensamentos, sua energia para resolvê-los. Você pode indicar o caminho, mas é a pessoa que precisa percorrê-lo. Caso contrário, vamos adicionar às nossas contas mais centenas de problemas além daqueles que nos compete resolver: os nossos próprios problemas. Assim nos sentimos sobrecarregados, esgotados, sem forças.


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Não ajudar não é egoísmo?

Essa é uma pergunta que muitos leitores nos fizeram, e queremos esclarecer esse ponto na reflexão: não é. Alguns chamam de egoísmos, outros de frieza, mas precisamos perceber que cada pessoa nessa vida tem sua missão e suas dívidas a pagar. Temos nossas dificuldades, nosso caminho a percorrer e somente nós mesmos seremos capazes de trilhá-lo. Quando tentamos resolver os problemas dos outros, além de interferir no caminho deles, deixamos o nosso negligenciado.

Os problemas existem para que nós aprendamos a lidar com eles, ultrapassá-los e tirar aprendizados dessa dificuldade. Se você resolve os problemas dos seus filhos: eles perderão a capacidade de enfrentar desafios sozinhos. Se você resolve os problemas do seu marido: ele torna-se dependente de suas soluções e pode transferir responsabilidades que não são suas para a “sua conta”. E muitos outros exemplos, e em todos eles você fica sobrecarregado e os outros deixam de ter aprendizados importantes para o caminho que têm que seguir.


“Mas eu só quero ajudar! ”

Queremos que você abra a sua cabeça e faça essa reflexão: “você acha mesmo que precisa resolver o que fazer com a vida dos outros? Que se você não ajudar, os outros não saberão o que fazer? ”. Se você refletiu e disse que sim, ligue o sinal de alerta, você pode estar achando que tem a resposta para tudo e que os outros só fazem coisas erradas, se não fossem os seus conselhos.

A vontade e intenção de cuidar e ajudar é honrosa, louvável, mas você não tem esse direito. Quando achamos que estamos ajudando, estamos na verdade impondo a nossa vontade por não acreditar no poder de decisão do outro. Todos têm que ter a chance de tentar, acertar ou errar, sem ter de ouvir de você: “eu avisei, se tivesse me ouvido isso não teria acontecido! ”. Errar faz parte do aprendizado, não temos de acertar sempre, errar ensina muito mais do que seguir sempre os conselhos de alguém. Temos de deixar as pessoas fazerem escolhas, sejam elas certas ou erradas, e aprender as consequências delas.


A chave desta questão é…

Ter o distanciamento necessário para ajudar ou até aconselhar sem se envolver tão intensamente com o problema dos outros nem impor a sua vontade. Parece difícil? Aprendemos na prática. Toda vez que você notar que está se preocupando com os problemas alheios ou tentando resolver o problema de outra pessoa, pare, recue, e deixe que ela resolva. Você precisa desse distanciamento saudável, se não acaba sofrendo junto e ninguém ganha com isso.


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É possível ajudar os outros sem se sentir saturado e abalado?

Sim. Utilizemos o exemplo dos psicólogos. Durante a sua faculdade e toda a sua carreira, esse profissional precisa criar um distanciamento para fazer o juízo perfeito da situação descrita pelo seu paciente. Ele não pode decidir nada pela pessoa, apenas direciona o seu olhar e atenção para a reflexão correta. É um processo difícil, até porque os psicólogos lidam com muitos pacientes e com histórias complicadas, mas faz parte da profissão deles ter a responsabilidade de não querer resolver os problemas dos outros, apenas apontar caminhos.


Uma questão de energias

Para ajudar os outros com o distanciamento correto é preciso que você evite vibrar na mesma energia da pessoa. A chave para isso é evitar se envolver de forma negativa, compartilhar a dor do outro. Naquele momento que a pessoa tem um problema e está em uma vibração negativa, ela não precisa que você compartilhe com ela aquela vibração, mas sim que você indique um caminho para sair dela. Isso é o melhor que você pode fazer, apenas indicar (sem impor).

Se você perceber que se deixou “contaminar” com a vontade de resolver um problema que não é seu, pare e volte para o seu centro de equilíbrio energético. Caso contrário, a dor do outro irá te cegar, e então seremos cegos guiando cegos sem chegar a lugar nenhum.


Evite o desequilíbrio das suas emoções

No livro “Segurança Mediúnica”, psicografado pelo espírito Miramez, temos uma passagem bonita e inspiradora sobre esse tipo de reflexão que diz assim:

“Podes ouvir e conversar com as pessoas que procuram conforto e saúde, porém não deves alimentar o mesmo desequilíbrio nas tuas emoções. Certamente não é preciso responder-lhes com aspereza, porque a caridade educa a tonalidade da voz e é força disciplinadora dos próprios gestos.

O bom senso deve ser a tônica de todas as conversações.

Seja qual for a situação dos nossos irmãos que sofrem, não devemos sofrer com eles. Bastam-nos os nossos fardos; se os levarmos sem reclamações, já teremos cumprido um dever que alivia a consciência. ”

Esperamos que essa reflexão alivie o fardo de carregar nas costas as energias dos outros e te ajude a considerar a importância da empatia sem se deixar abalar.


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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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