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Qual a diferença entre religião e espiritualidade?

Qual a diferença entre religião e espiritualidade?

Quando buscamos na internet textos e reflexões sobre as diferenças entre esses dois conceitos tão importantes, o que se encontra são pontos de vista contrários, defensores da religião dizendo que a espiritualidade é vã e não passa de pessoas querendo fazer posições esquisitas com o corpo, ou defensores da espiritualidade que dizem que a religião é simplesmente um conjunto de regras e deveres que os fiéis devem seguir, temer e obedecer. Nós do We Mystic acreditamos que tanto a religião quanto a espiritualidade são positivas e aproximam os seres humanos do caminho do bem. Veja abaixo a nossa diferenciação entre religião e espiritualidade, sem preferência por uma ou por outra opção.

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Espiritualidade e religião – dois caminhos diferentes para encontrar a paz


Para entendermos as diferenças, é interessante conhecer os conceitos. A religião é um sistema de crença em um Deus (ou deuses), que envolve a adoração e o seguimento de rituais e condutas éticas para a prática do bem. A espiritualidade consiste num conjunto de crenças, atitudes e práticas que buscam transcender e alcançar o mundo espiritual sem regras bem definidas, tenta alcançar o bem-estar interior dentro do amor professado por Deus (ou por divindades) através do conhecimento da alma humana.

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 A religião é dogmática, a espiritualidade não


Dentro das religiões, existe uma série de crenças que são consideradas verdades reveladas pelo Divino. Ao seguir os dogmas da religião – como a crença na existência de Deus, o batismo, o perdão dos pecados, a existência do céu e inferno, etc – o fiel aproxima-se de Deus e do bem.  Ao crer nos dogmas e seguir os rituais da religião (freqüentar a igreja, batizar os filhos, casar-se e seguir as leis da religião profetizadas nos livros sagrados) o fiel mantém um relacionamento correto com a divindade que acredita.

Na Espiritualidade, a pessoa encontra os seus próprios caminhos para entrar em contato com a divindade que acredita e encontrar a paz interior. Quem busca desenvolver a sua espiritualidade faz ações e práticas do bem para aproximar-se do seu Deus, não existe um caminho a se seguir ou regras bem definidas, o ideal é a busca do bem estar físico, espiritual e a transmissão de ações do bem para o mundo e para as pessoas ao redor.

Por fim, o ideal é o mesmo: aproximar-se do seu Deus (ou Deuses, divindades) e praticar o bem, mas a religião mostra regras e caminhos para que isso seja possível e a espiritualidade pede que a pessoa encontre o seu próprio caminho, aquele que lhe pareça mais adequado. Não há algo que seja melhor ou superior: algumas pessoas sentem-se mais próximas do bem e de Deus através da religião, e outras se adéquam melhor à liberdade da espiritualidade.

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A espiritualidade, a religião e a saúde


Ser um ser espiritualizado, ter fé, ter crença, independente de qual seja a sua religião ou se você tem um lado espiritual independente de religiões é benéfico para a saúde. Não somos nós do We Mystic que estamos dizendo, é a ciência. A fé despeja uma inesgotável torrente de energia, combate o estresse, raiva, amargura e depressão, por isso é algo que ajuda o nosso corpo, mente e emoções em todos os momentos da vida. Na religião, a fé está ligada na crença de que Deus, os anjos e santos são capazes de nos ouvir e nos ajudar nas questões da vida. Na espiritualidade, as pessoas acreditam que através da meditação, das práticas do bem e do conhecimento da alma humana é possível realizar processos de cura e sabedoria. Ambos envolvem a fé e a crença e são igualmente benéficos para a nossa saúde física e mental.

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Os dogmas da religião são maus? A liberdade da espiritualidade é vã?


Não, nem uma coisa nem outra. A religião possui dogmas e regras claras e exatas, nas quais os fieis são induzidos a não contestar, mas é preciso salientar que todas elas foram escritas para guiar para o caminho do bem. “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás a mulher do próximo” são regras que conduzem os fieis a encontrar a paz e espalhar o bem. Muitas pessoas preferem dogmas, regras e caminhos bem definidos para se sentirem próximos a Deus. A liberdade da espiritualidade também não é vã, não é pagã e merece igual respeito por parte dos religiosos. Se uma pessoa não se sente acolhida e tocada por Deus dentro de uma religião ela deve buscar outros meios de se conectar ao divino, e muitas vezes encontram essa paz dentro da sua própria espiritualidade.

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E o fanatismo religioso?


Esse é um problema real. O fanatismo religioso tem um problema muito grave: a intolerância. O desrespeito a todas às crenças, às condutas diferentes, às opções sexuais, aquela história de que “a minha religião é melhor que a sua” ou “o meu Deus é melhor que o seu” são atitudes que afastam o fiel do bem e de Deus. Os verdadeiros religiosos não são intolerantes, o respeito é uma marca de quem realmente vive de acordo com os ensinamentos de Deus, mas é preciso ter cuidado pois o extremismo religioso existe e causa o mal dentro do coração das pessoas.  Tolerância e amor a Deus devem sempre caminhar juntos na busca pelo bem.

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