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Nem Ele nem Ela: criar filhos com gênero neutro

Nem Ele nem Ela: criar filhos com gênero neutro

Criar filhos com gênero neutro tem se tornado cada vez mais comum. Diversas famílias têm buscado não influenciar a criança através das expectativas do sexo biológico. Ao invés disso, adotam uma criação mais livre e deixam os próprios filhos decidirem se querem ser meninos ou meninas.

Gênero neutro

Os pais que optam por não interferir na identidade de gênero de seus filhos acabam deixando que eles façam suas próprias escolhas. Portanto, evitam as distinções de cores na decoração do quarto e nas roupas, os gostos pelos brinquedos e brincadeiras, e até na forma como se referir a criança.

No Canadá, uma família tomou conta dos noticiários em 2011 ao declarar a criação de seu terceiro filho sem revelar o sexo do bebê. Assim, o casal poderia criar seu filho longe de estereótipos sociais. Se ninguém sabe o sexo do bebê, então, os presentes dados a criança não iriam interferir na sua identidade. A criança poderia ganhar tanto vestidos, quanto calças e seria ela a optar qual gostaria de vestir.

Exemplos famosos de crianças de gênero neutro

O ex-casal mais famoso de Hollywood, Angelina Jolie e Brad Pitt, criaram sua primogênita Shiloh Novel como uma menina. Porém, aos 2 anos de idade, Jolie começou a perceber que a filha apresentava outra identidade de gênero. Em declarações para a imprensa disse que “Shiloh gosta de se vestir como um menino, ela quer ser um menino, então deixamos que ela cortasse o cabelo. Ela gosta de tudo que é de menino. Ela acha que é um de seus irmãos”. Hoje, com 11 anos de idade, Shiloh, que agora se chama John, conquistou o coração de todos a sua volta e começou um tratamento para a transição de gênero.

Outro casal que optou pela criação de uma criança sem estabelecer o gênero foi Kyl e Brent, que vivem no estado de Utah nos EUA. Eles resolveram documentar todos os detalhes da vida da criança Zoomer no Instagram, e ainda criaram o site “Raising Zoomer”, que em português significa “Criando Zoomer”. No site, eles contam as próprias experiências e dão diversas dicas para outros pais que querem encarar o desafio de uma criação sem estereótipos.

“Inútil querer me classificar, eu simplesmente escapulo não deixando. Gênero não me pega mais”
Clarice Lispector

Cuidados a ter

Com a crescente mobilização de criar filhxs dessa maneira foi criado nos EUA, o termo “TheyBies”, que aponta para que crianças de zero a 4 anos não sejam chamados de “ele” ou “ela”. O correto é utilizar o pronome “they”, que em inglês, pode ser usado para se referir a ambos.

Nesse tipo de criação, é importante que os pais tenham cuidados redobrados, pois segundo a especialista em neurociência da Chicago Medical School, “dependendo de como for a sociedade ao redor desta criança, isso pode favorecer o bullying em questões como escola, vizinhos, etc”.

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