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Cuidado com a pressa. Ela pode adoecer o seu corpo e a sua mente

Cuidado com a pressa. Ela pode adoecer o seu corpo e a sua mente

Vivemos em um turbilhão, uma vida acelerada, atribulada, com mil coisas para fazer, mil coisas deixadas por fazer e um monte de planos e desejos que corremos atrás sem nem mesmo ter a certeza se nós queremos ou precisamos deles. A pressa pode nos tornar doentes?


Como a pressa pode nos adoecer?

Esse estudo de como a pressa afeta o nosso corpo e a nossa mente não é recente, desde que George Beard escreveu sobre o nervosismo americano em 1881 a instituição “pressa” tem feito parte da nossa vida com cada vez maior frequência e intensidade. Acorda no salto do despertador, engole um café, troca o almoço por um shake, pega a via mais rápida para ir ao trabalho, cronometra o tempo, procura métodos de gerenciamento de tempo para produzir mais, não tem tempo para os filhos, fica para a amanhã, não tem tempo para a família, fica para o fim de semana, não tem tempo para si mesmo, fica para o dia que der.

Assim, nos enchemos de medos e expectativas que nos são impostos pela pressão, acreditamos ser pessoas livres quando somos prisioneiros da nossa própria pressa. Temos ânsia em viver e aproveitar a vida, mas não conseguimos sair do eterno loop da pressa e da correria. Perdemos então a noção da realidade e da passagem do tempo, e as conseqüências são graves, a curto e a longo prazo.

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O que a pressa nos faz (e nós não percebemos)


  • Estamos nos movendo tão rápido que não percebemos as mudanças ao redor

Quando você para percebe que seus pais estão envelhecendo mais rápido do que você pensava, seus filhos passaram por fases importantes do desenvolvimento e você acha que ele pulou da infância para a adolescência num piscar de olhos, o ano que entra e sai tão depressa que você só tem tempo para reclamar dele e não para ver o que foi feito de bom e de ruim, a sua cidade mudou, a sua pele mudou, a barriga do seu companheiro está maior (ou mais sarada) e você nem teve tempo de mandar ele comer menos ou elogiar o esforço na academia. Quando você perceber, já passou.


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  • Vivemos em estado permanente de falta de tempo

Quantas vezes por semana você diz que está com pressa, que não tem tempo, que as horas passaram rápido demais, que o tempo que você tem não é suficiente? Se são muitas, é caso de se pensar: o tempo não está mais acelerado, eu é que estou querendo fazer coisas demais em pouco tempo. Já pensou nisso? O tempo move-se igualmente, essa história de que os anos estão se acelerando não existe, nós é que estamos querendo nos tornar máquinas de produtividade, e de tanto produzir, tanto trabalhar acima das nossas capacidades, uma hora essa máquina vai querer parar de funcionar e apresentar graves problemas.


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  • Sentimento de esvaziamento e solidão

Essa pressão pela produtividade, por atingir metas e objetivos é tão injusta e massacrante que poucos são aqueles que conseguem alcançá-los de forma plena e isso causa um intenso desejo de insatisfação, nos sentimos vazios por nos dedicar tanto a algo que não apresenta os resultados almejados, nos isolamos, fechamos no nosso mundinho produtivo, desligamos da nossa essência, esquecemos dos nossos sonhos de criança, extraviamos os nossos desejos genuínos, excluímos a nossa própria identidade.


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As consequências da pressa

São muitas, são únicas e particulares. Cada um somatiza os seus efeitos de maneira diferente, mas Freud descreveu atitudes opostas diante das exigências da vida que se encaixam bem à este contexto:

  • Devaneio e fuga da realidade – não aceitamos a nossa realidade e vivemos numa realidade criada pela nossa própria cabeça.
  • Mal estar e conflito interno – será que estou fazendo o que é certo para mim?
  • Solidão a dois – estar presente em corpo mas não estar presente em espírito.
  • Pressão e descompressão – o eterno loop da pressão intensa que começa na segunda feira e vai até a sexta feira as 18h e que tenta se descomprimir com formas etílicas, restaurantes, TV e baladas do fim de semana. Pressionar-se por 5 dias e descontrair por 2 (ou menos) dias, essa conta não fecha para que o corpo se recupere.
  • Exaustão – resultado dos sintomas descritos acima, a exaustão é frequente e leva a quadros de pane psicológica e intensas doses de pequenos remedinhos farmacológicos para o alívio.

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Como fugir disso?

Mais uma vez, é uma questão particular, mas existem microsoluções óbvias que estão na frente do nosso nariz e nós só não a vemos porque não queremos (ou porque instituímos que nossa conta bancária só pode crescer, sempre). Não há a solução pronta para todos como: mude de profissão, mude de país, faça o que você ama ou faça uma massagem, não.

Cada um sabe o que te faz correr e o que move a sua pressa e onde é o ponto certo de interrompê-la, mas é preciso coragem e boa gestão financeira para isso. É preciso enxergar até onde queremos ir e por que queremos ir: é mesmo necessário? Eu preciso mesmo alcançar aquilo que estou perseguindo? O quanto isso vai valer a pena, já que estou perdendo a minha vida e a minha saúde para isso? A pressa é um gigante de sete cabeças que nos consome e nos coloca em tal estado acelerado que acreditamos que não podemos desacelerar, não podemos relaxar ou “vamos sair do ritmo”.

Essa história de fazer um tai chi, uma massagem ayurvédica uma vez por semana, freqüentar um psiquiatra e entrar em uma alimentação transcendental podem até ser boas saídas para relaxar, mas não é solução, porque a maioria das pessoas fazem isso para “agüentar o tranco”, para trabalhar ainda mais, para conseguir relaxar, não surtar e ser ainda mais produtivo, quando tudo o que o seu corpo quer é que você pare. Não adianta morrer de pressa para chegar na hora certa de fazer sua aula de yoga, é preciso que você corte a pressa pela raiz ou ela vai virar o seu modo de vida.
 

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Saiba mais :

Ana Luiza Fernandes Ana Luiza Fernandes

Jornalista, mestre em Ciências da Comunicação e escolheu esse destino por amar ler e escrever desde criança. Vive conectada à internet, não perde uma novidade do cinema, da música e da literatura e busca constantemente a evolução pessoal e espiritual

 

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