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Ayurveda e Pranayama: aprenda a respirar para equilibrar os doshas

Ayurveda e Pranayama: aprenda a respirar para equilibrar os doshas

Considerada arte e ciência, Pranayama é uma técnica de controle da respiração, utilizada tanto pelo Yoga quanto pela Ayurveda com fins de cura física, mental e emocional. Para o Yoga, Pranayama se firma como um de seus pilares e ainda se encontra entre os quatro elementos – ao lado de Yamas, Niyamas e Ásanas. Saiba mais sobre Ayurveda e Pranayama.

Etimologicamente, podemos quebrar Pranayama em duas partes. A primeira “Prana”, tem origem sânscrita e significa “energia vital”. Essa é a energia responsável por nos manter vivos e sustentar nosso corpo. Já o sufixo “Ayama” tem como significado controle, ou expansão. Ou seja, Pranayama nada mais é que uma forma de domínio sobre o prâna (toda a energia cósmica, ou força vital).

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A importância do Pranayama para a Ayurveda

Pela ciência ocidental, a respiração é considerada somente um fenômeno fisiológico. Nesse caso, respirar é distribuir nutrientes para todas as células, e parar o processo é o mesmo que morrer.

Entretanto, para a ciência do Yoga e da Ayurveda, a respiração é muito mais que um mero fator fisiológico – é também questão psicológica e prânica – tornando-a um dos atos mais importantes da vida. Por outro lado, este também é o único processo fisiológico que, ao mesmo, é voluntário e involuntário.

Portanto, se você quiser, pode acelerar, parar, retardar ou recomeçar um ritmo respiratório. Está sob seu controle também definir sua profundidade ou superficialidade. Mas e no seu cotidiano? Você se lembra dela? Provavelmente não. A não ser que existam situações pelas quais precise reorganizar sua atitude (obter calma, concentração distanciamento e outras).

Embora a respiração atue em um estado mecânico e autônomo, ela possui um grande poder para regular o estado físico e mental do indivíduo ao longo do dia. No Yoga e na Ayurveda, técnicas de respiração consciente são chamadas de Pranayama, e são capazes de te ajudar nas decisões e comportamentos do cotidiano.


Vantagens do Pranayama

O ser humano o único dos mamíferos que, por causas patológicas ou maus hábitos, às vezes respira pela boca. Portanto, se você pretende obter as vantagens da respiração no seu cotidiano, vai precisar aprender a respirar corretamente, pelo nariz. E através do Pranayama, você pode também tirar vantagem da respiração sadia inclusive alternando suas narinas em determinadas horas do dia (de acordo com biologistas contemporâneos, a narina esquerda é a que frequentemente funciona mal).

Para regularizar as condições normais do indivíduo, o Pranayama é a maneira mais rápida de conseguir essa estabilização. No entanto, para além desses evidentes efeitos que a respiração lenta e consciente pode promover, existem outras vantagens em aprender a técnica. São algumas delas:

  • Promove energia, e aumenta a vitalidade;
  • Auxilia na limpeza do sangue;
  • Regula e equilibra o pH, contribuindo para a redução do stress;
  • Reduz as toxinas presentes nos pulmões;
  • Ativa a glândula pituitária (elementos responsáveis pela intuição);
  • Estimula o cérebro através da liberação de endorfinas – hormônios do prazer, que combatem a depressão.

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Tipos de Pranayama para cada dosha

Existem inúmeros tipos de Pranayamas com diferentes objetivos para serem praticados no cotidiano. Dentre alguns deles temos a técnica para esfriar o corpo, outra para que aquecer, outra para reduzir a ansiedade e mais uma para energizar-se, por exemplo.

No entanto, a Ayurveda destaca também sua utilização direcionada a cada um dos três doshas Vata, Pitta e Kapha, que se alternam de acordo com as estações do ano. Assim como aprende-se que a alimentação ayurvédica deve mudar em cada estação, seu Pranayama deve ser ajustado três vezes por ano.

Para cada dosha, é recomendado escolher uma técnica de respiração com qualidades opostas a ele, para criar mais balanço e equilíbrio. De acordo com Larissa Hall Carlson, ex-reitora da Kripalu’s School of Ayurveda, confira como fazer o Pranayama para cada dosha ou estação do ano (Vata para outono/inverno, Pitta para o verão e Kapha para a primavera).


Pranayama para Vata: Nadi Shodhana

Vata é composto pelos elementos ar e éter, vento e espaço. Suas qualidades principais são secas, frias, leves, ásperas e móveis. Umas das melhores técnicas para harmonizar Vata é fazer a respiração alternado entre as narinas, conhecido como Nadi Shodhana, e bastante rítmica, calmante e profunda.

Nadi Shodhana é excelente não somente para aliviar tensões física, mas também para limpar a mente, aumentar a sensação de tranquilidade e reduzir o stress. A prática pode ser feita durante os períodos do ano mais agitados por conta de festas e feriados ou sempre que se sentir ansioso, nervoso, estressado, esgotado ou exausto.

Como fazer: sente-se confortavelmente em um ambiente de temperatura agradável – não sinta frio, mantenha-se aquecido. Feche os olhos. Tampe delicadamente a sua narina direita com o dedão da mão direita. Comece a inspirar calmamente pela narina esquerda.

Agora, tampe a narina esquerda com o dedo anelar (não solte a direita). Libere o dedão e expire pela narina direita e inale novamente. Solte o dedo anelar e expire. Continue esse procedimento em um ritmo confortável. A respiração deve ser suave, confortável e relaxante. Repita por 5 a 10 minutos.


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Pranayama para Pitta: Respiração Sitali

Pitta é composto por fogo e água. Suas principais qualidades são quentes, oleosas, leves e ácido. Portanto, a refrescante respiração Sitali possui as qualidades opostas, capaz de esfriar e acalmar o excesso de Pitta. Sitali é melhor para ser praticada no verão de Pitta ou sempre que se sentir irritadiço, com raiva, frustrado ou percebendo uma pequena acidez provocada por indigestões.

Como fazer: sente-se confortavelmente com a coluna ereta. Descanse as mãos confortavelmente sobre o colo, com as palmas das mãos viradas para cima. Feche os olhos. Agora enrole a língua e respire profundamente pela boca. Feche a boca e gentilmente toque o céu da boca com a ponta da língua. Expire pelo nariz.

Repita, inalando pela boca, com a língua enrolada, e expirando pelo nariz, com a língua no céu da boca (sem abri-la). Estabeleça um relaxante ritmo. Continue durante 1 a 2 minutos até que você se sentir física e mentalmente renovado.


Pranayama para Kapha: Bhrastrika (respiração de foles)

Kapha é feito de água e terra. Suas principais qualidades são pesadas, viscosas, frias e oleosas. Bhastrika (ou respiração de foles) tem qualidades opostas, para estimular, aquecer e eliminar o excesso de Kapha. Bhastrika ajuda a aumentar o maravilhoso fluxo de prâna através dos canais energético do corpo (conhecidos como nadis).

Isso também ajuda a remover os excessos de congestão dos pulmões e promovem clareza da mente. Bhastrika é melhor aproveitada durante a primavera, ou sempre que você se sentir preguiçoso, letárgico, ligeiramente congestionado ou sem motivações.

Como fazer: Sente-se confortavelmente com a coluna ereta e as mãos descansando sobre seu colo. Feche os olhos. Suavize e relaxe a mandíbula e os músculos faciais. Pelo nariz, inspire profundamente. Sinta suas costelas se abrindo, encha o peito de ar.

Expire completamente, esvaziando os pulmões. Continue repetindo essa técnica, dando igual ênfase tanto para a inspiração quanto para a expiração. Mantenha sua coluna o mais reta possível, enquanto expele todo esse excesso de Kapha. Continue por 15 a 20 segundos, e então retorne à respiração normal.

Observação: Essa técnica deve ser feita, preferencialmente, de estômago vazio. Tenha um lenço em mãos, caso o excesso de muco seja expelido durante a respiração. Bhastrika deve ser evitada por pessoas que sofrem com condições cardíacas ou respiratórias. Durante a gravidez essa técnica também não é recomendada.


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Heloisa Von Ah Heloisa Von Ah

Designer e redatora, respira arte desde que se entende por gente. Apaixonada por gatos, literatura, cinema e músicas que já ninguém mais se lembra, vê na calmaria e na simplicidade o cenário ideal para se viver. Aprendeu de tudo um pouco, de instrumentos musicais a artes marciais; e não vê a hora de mais, já que a vida não pode parar

 

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